Confira quem defende mais pontos na época de terra batida, que termina com o Grand Slam francês no início de junho.

ATP: Alcaraz tem liderança em risco
O número 1 do mundo Carlos Alcaraz, atual campeão de Roland Garros, entra na terra batida a defender 4.330 pontos — o que representa cerca de 32% da sua pontuação total de 13.590.
Já o italiano Jannik Sinner (2.º) tem apenas 1.950 pontos para sustentar na terra batida, uma margem consideravelmente menor que a de Alcaraz. Caso mantenha a regularidade que o levou ao título de Indian Wells e à final de Miami, Sinner tem hipóteses reais de assumir a liderança do ranking antes de chegar à relva.
No Top 10, a situação mais dramática em termos proporcionais é a de Lorenzo Musetti. O número 5 do mundo precisa de defender mais de 50% dos seus 4.265 pontos. No ano passado, o italiano brilhou com o vice-campeonato no Masters de Monte Carlo e meias-finais em Roland Garros, Madrid e Roma.
WTA: Gauff é quem mais tem a perder
Entre as mulheres, Coco Gauff tem de defender quase metade de todos os seus pontos atuais, fruto de uma temporada de terra batida inédita em 2025, coroada com o título de Roland Garros sobre Aryna Sabalenka.
Coco Gauff assumiu a 3.ª posição do ranking esta semana, ultrapassando Iga Swiatek, a ex-rainha da terra batida.
Embora em má fase e sem treinador, Iga Swiatek chega numa posição mais confortável para a tour europeia: tem apenas 18% da sua pontuação em jogo.

Já a número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, defende 2.840 pontos, um volume muito superior aos 870 pontos da número 2, Elena Rybakina. Essa diferença de quase 2.000 pontos (um Grand Slam inteiro) a menos para defender coloca Rybakina em posição privilegiada para lutar pelo trono da WTA.
Em contrapartida, Jasmine Paolini (8.ª) enfrenta pressão. A italiana também não vem em boa fase na temporada e precisa de garantir 38% dos seus pontos na terra batida para evitar um retrocesso na tabela.
A situação mais dramática no top 50 é de Lois Boisson (40.ª). Chegou às meias-finais de Roland Garros em 2025 e defende uns incríveis 78% dos seus pontos nesta fase.
Em sentido contrário, as promissoras Victoria Mboko e Amanda Anisimova jogam "soltas", defendendo menos de 10% dos seus totais.
