O número três mundial admitiu que o seu corpo ainda se estava a adaptar à disputa de encontros exigentes, depois de recuperar da lesão sofrida em abril, que o manteve afastado dos courts até agosto, no US Open.
Na terça-feira, derrotou o checo Jiri Lehecka por 7-6 (7/4) e 6-4, na final de Tóquio. Enfrenta o final da época, período em que noutros anos chegava física e mentalmente cansado, com confiança.
"Sinto-me muito bem. Fisicamente estou bem, sinto-me mentalmente fresco. Estou a treinar-me muito bem, por isso veremos", acrescentou.
Alcaraz nunca foi além dos quartos de final em Xangai e falhou o torneio do ano passado devido a problemas físicos.
O antigo número um mundial tem criticado frequentemente o calendário apertado do ténis, sobretudo a digressão asiática de outono que se segue ao US Open. "Se recuarmos alguns anos, sabes, provavelmente esta digressão ou esta parte da época nunca foi a melhor para mim", admitiu.

Mas acrescentou que está "pronto para aceitar o desafio" em Xangai, onde se estreará frente ao argentino Juan Manuel Cerúndolo ou ao colombiano Nicolás Mejía, proveniente do qualifying, na segunda ronda.
O caminho de Alcaraz para o título ficou desimpedido depois de o atual número um mundial, Jannik Sinner, ter anunciado na terça-feira que colocava um ponto final na sua época de 2026 devido a uma lesão no joelho.
Os seus principais rivais no quadro são o alemão Alexander Zverev, atualmente número dois mundial, e o veterano sérvio Novak Djokovic, que conquistou aos 39 anos o 102.º título da carreira em Pequim, na terça-feira.
"Foi uma semana fantástica para mim e espero poder voltar a fazer outro grande torneio", disse o sérvio aos jornalistas.
Questionado sobre a decisão de Sinner de terminar a época para recuperar devidamente, Djokovic apoiou o italiano e classificou a sua postura como "inteligente". "Tem de pensar a longo prazo".
