A tenista de 24 anos sofreu uma fratura em Indian Wells, em março, perdeu mais da metade da temporada e despencou no ranking mundial.
“No primeiro mês eu nem saia da cama", contou Sonay Kartal em setembro, ao regressar às quadras para a Billie Jean King Cup.
Sonay Kartal alcançou um feito impressionante na sua terceira competição desde o regresso ao tour, há pouco mais de um mês. A britânica chegou a Wuhan com ranking protegido, e conseguiu chegar à sua primeira final de um WTA 1000 na sua carreira.
Kartal superou duas tenistas do top 10 na China, mas o título escapou diante da polaca Maja Chwalinska – atual vice-campeã de Roland Garros –, em partida na qual a britânica chegou a liderar por um set e uma quebra de vantagem antes de sofrer a reviravolta.
Recorde a final do WTA 1000 de Wuhan
Com a soma dos 650 pontos do torneio, a atleta saltou da 170.ª para a 49.ª posição do ranking mundial, aproximando-se da sua melhor marca da carreira (44.ª), obtida em julho de 2025.
A façanha garantiu marcas expressivas para o ténis do seu país: Kartal tornou-se a primeira britânica a alcançar a final de um torneio WTA 1000 desde Johanna Konta em 2019, além de registar o resultado mais expressivo do ténis feminino britânico desde o título de Emma Raducanu no US Open de 2021.
Sonay Kartal também se tornou a 3.ª pior ranqueada da história a disputar uma final de WTA 1000.
"O objetivo era apenas tentar defender os pontos do ano passado e fazer o uso do ranking protegido valer a pena", revelou.
A campanha em Wuhan foi desgastante, no entanto, e Kartal anunciou esta segunda-feira a sua desistência do WTA 250 de Osaka, onde faria a sua estreia na terça-feira.
