Tiger Woods, de 50 anos, cuja viatura ficou imobilizada de lado, saiu do acidente sem ferimentos graves e foi depois detido pela polícia do condado de Martin. As autoridades explicaram que o teste de alcoolemia deu negativo, mas o golfista recusou-se a fornecer uma amostra de urina.
Woods foi acusado de "condução sob influência", infração que nos Estados Unidos pode abranger álcool ou drogas, "danos materiais" e "recusa em submeter-se a um teste".
"(Tiger) Woods mostrava sinais de embriaguez. Conseguimos realizar vários testes no local antes da sua detenção e transporte para a cadeia no Condado de Martin”, explicou o xerife John Budensiek.
De acordo com o responsável policial, os agentes que realizaram os testes acreditam que Tiger Woods não estivesse sob o efeito de álcool, “mas possivelmente sob o efeito de medicamentos ou drogas”.
“Já na esquadra, cooperou com o teste do alcoolímetro, mas recusou-se a fazer o teste à urina”, adiantou John Budensiek.
O campeão norte-americano tinha sofrido uma grave lesão na perna direita num acidente de viação em 2021, na Califórnia.
O antigo nº1 mundial, vencedor de 15 Majors, não disputa qualquer competição desde julho de 2024. Em outubro passado, foi novamente operado às costas, depois de já ter sido submetido a uma intervenção em março para reparar uma rotura do tendão de Aquiles esquerdo.
A sua presença no próximo Masters, o torneio mais prestigiado da temporada, que se vai realizar de 9 a 12 de abril em Augusta (Geórgia), continuava a ser aguardada com expectativa no meio do golfe nos últimos dias.
Tiger Woods já tinha estado envolvido num acidente de viação em 2017, no qual foi suspeito de condução sob efeito de álcool. Mais tarde, declarou-se culpado de condução imprudente e foi-lhe aplicada uma multa de 250 dólares. Frequentou ainda um curso de sensibilização.
