Balanço: "Penso que tem de ser feito em duas fases. O início do campeonato até à final de domingo. Sobre a primeiro a primeira fase deste balanço, acho que fez uma época muito decisiva, chegou a todas as decisões, não conseguiu o objetivo principal, terminou em segundo ugar com os mesmos prontos da última época em que foi campeão. Fez a melhor campanha europeia da história, onde defrontou grandes equipas europeias e basta recordar os três grandes jogos que fez contra os finalistas (Arsenal e PSG) e qualificou-se com muito mérito para a final da Taça. Acabou por atingir todas decisões, mas ao contrário da época passada, não conquistou títulos. Ficou, para mim, atingido o objetivo mínimo, o segundo ugar com acesso à Liga dos Campeões. Para o Conselho Diretivo é um objetivo de grande importância, são cinco épocas na Champions e é essa participação que permite capacidade financeira para crescer o clube e ter armas para estar nas decisões. Hoje é um clube de Champions”.
Taça de Portugal: “É só um dia, mas obriga a essa pergunta. O que aconteceu? O Sporting perde a final por cansaço, ausência de jogadores, incapacidade técnica, tática? Não, perde porque não competiu, a atitude de quem quer ganhar um título nacional. De uma forma geral, e tenho de ser justo, é um grupo de jogadores que já ganhou muito, mas o Sporting quer ter um grupo que queira continuar a ganhar muito. O Sporting respeita e quer jogadores que tenham como objetivo jogar Liga dos Campeões, estar no Mundial, mas também exige que tenham essa ambição e empenho a jogar e ganhar competições internas, nomeadamente contra equipas de competição inferior. Um jogador do Sporting tem a obrigação, e eu percebo que tenham objetivos pessoais, quero e respeito. Falo de estar em Mundiais, representar seleções, fazer grandes campanhas europeias, mas o objetivo principal é ganhar títulos pelo Sporting, a entidade patronal que paga o salário. Se a motivação não for a mesma, esse jogador não terá espaço”.
Rui Borges: “A coisa mais importante para um clube é a maneira como o seu presidente reage na derrota, mais do que na vitória. Deste domingo até hoje vi que estava pressionado, mas onde? Nas capas de jornais, nas redes sociais. Gostaria de dizer que todas estas variáveis que disse contam zero para a decisão do Sporting. Rui Borges é treinador do Sporting, o ano passado levou a equipa a todas as decisões, ganhou, este ano levou e não ganhou. É o nosso treinador, o assunto está encerrado”.
Palavras de André Villas-Boas: "O maior elogio que se pode fazer ao Sporting é que cada vez que o presidente do FC Porto fala, fala do Sporting. É nos festejos, em entrevistas. É um grande elogio. Já não é a primeira vez, quero ser cirúrgico e rigoroso, que o presidente do FC Porto não é rigoroso e veio dizer que o presidente do Sporting veio dizer que chamou ladrão ao presidente da federação. Disse uma mentira. É uma inverdade, talvez seja só ignorância, mas vou explicar: O IFAB há umas semanas permitiu a alteração das leis do jogo na utilização do VAR para a marcação de cantos, mas não obriga à aplicação da lei. Coisa que até o diretor-executivo da Liga escreveu um artigo a dizer isto. E eu pergunto onde é que se propõem alterações? É na Assembleia-Geral. O Sporting pegou num lance que deu tanto ruído, que foi beneficiado, e propôs meter isto em vigor, coisa que muito surpreendeu, o FC Porto votou contra, depois do ano todo a queixar-se. Foi apenas uma proposta do Sporting, para além disto propôs a alteração do banco de suplentes que o banco da equipa da casa mude com o banco visitante para não pressionar o fiscal. Chumbado. Qualquer que seja o clube que fale de arbitragem depois do jogo com uma pena que aumente quatro vezes. Dou o exemplo do Rodri na Premier League, em que o Rodri é multado em 92 mil euros. Chumbado. Propôs em situações em que exista uma concertação dos apanha-bolas para atrasar o jogo tenha punições severas. Chumbado. Propôs que os clubes sejam responsabilizados por imagens nas redes sociais a condicionar árbitros. Chumbado. Aqui tenho que dizer que ninguém quer mudar o futebol português. Benfica e FC Porto tem uma estratégia de condicionar ao máximo a arbitragem, sem pudor. São tweets, comunicados onde criticam os lances onde são prejudicados, os lances onde os adversários são beneficiados, mas ao contrário não. É de uma desonestidade intelectual. Os clubes pequenos sofrem, mas não querem mudar. O Sporting podia ter feito uma época muito boa, fez com os resultados mínimos porque não conseguiu vencer troféus, mas por incompetência nossa, não por terceiros”.
