Desde a sua primeira edição em 1851, a regata em que está em jogo uma jarra de prata sempre foi disputada de forma irregular, ao ritmo decidido pelo detentor do título, que, ao receber o troféu, determinava o calendário e as regras da edição seguinte.
No entanto, em linha com os anúncios recentes que visam modernizar a imagem da regata (equipas mistas, teto orçamental), o detentor Team New Zealand detalhou esta segunda-feira novos compromissos, com a implementação de um "calendário fixo" que prevê a organização de uma edição de dois em dois anos.
"Trata-se de preservar aquilo que torna a Taça América extraordinária, ao mesmo tempo que se constrói um modelo sustentável que beneficie todos os que partilham a nossa paixão", afirmou em comunicado Grant Dalton, diretor dos Kiwis, vencedores das últimas três edições.
A maior mudança na história desta competição, que conta já com 174 anos, será que a organização das próximas edições, incluindo a prevista para Nápoles em 2027, deixará de estar exclusivamente nas mãos da equipa detentora do título.
"Estabilidade a longo prazo"
A organização passará para uma "entidade unida", uma parceria inédita entre equipas fundadoras que terão voz e voto para participar no "crescimento" e na "estabilidade a longo prazo" da competição.
Por agora, cinco equipas integram esta parceria: Team New Zealand (NZL), Athena Racing (GBR), Luna Rossa (ITA), Team Alinghi (SUI) e K-Challenge (FRA). No entanto, suíços e franceses ainda não confirmaram a sua presença na próxima edição da Taça.
Estas cinco estruturas vão reunir-se no próximo dia 21 de janeiro em Nápoles para anunciar as datas exatas da próxima Taça América. As equipas têm até 31 de janeiro para apresentar a candidatura de participação.
