Os olímpicos portugueses, que transitaram da fase preliminar em quinto e, consequentemente, com cinco pontos, foram 21.ºs na primeira das três regatas do dia, um resultado que descartaram, sendo seguidos de Beatriz Gago e Rodolfo Pires.
“Estava bastante mais vento do que no resto do dia e acho que foi um erro mais de estratégia do que outra coisa qualquer. Largámos e fomos para um sítio onde acabámos por ficar com menos vento do que os outros. A partir daí, foi um bocado o fim da regata ali nos primeiros cinco minutos”, explicou Diogo Costa, à agência Lusa.
O portuense e Carolina João recuperaram um lugar no top 10 após a segunda regata, na qual foram nonos, mas acabaram o dia na 12.ª posição, depois de serem 18.ºs na derradeira.
“Íamos bem até, mas tivemos ali uma situação com um alemão, pensávamos que cruzávamos, depois não cruzámos. Tivemos de dar duas voltas de penalização mesmo perto da primeira boia, então isso já nos deixa no meio das pessoas todas. Conseguimos recuperar alguma coisa e, na última boia, estava um aglomerado de gente e acho que fomos demasiado conservadores”, descreveu.
Diogo Costa assume que, agora, o objetivo é ficar no top 10, do qual distam quatro pontos – somam 32.
“Acredito que toda a gente já tenha feito uma má regata, então a partir de agora tudo conta para toda a gente. Acho que, se calhar, o top 3 é um bocado mais difícil agora”, concluiu.
Pior jornada viveram Beatriz Gago e Rodolfo Pires, com os velejadores do Clube Naval de Portimão a não concluírem a segunda regata e a serem novamente 22.ºs na terceira.
“Na primeira, tomámos uma decisão tática errada, porque o vento era melhor no lado direito do campo. Quando largámos na segunda regata, estávamos com muito boa velocidade, largámos no meio de dois barcos muito bons. O nosso plano era ir para a direita e, quando virámos, eu desengatei-me do trapézio”, descreveu à Lusa o velejador.
Quando foi entrar, o trapézio engatou-se, Pires ficou preso e o barco virou, “como é lógico”.
“Fiquei meio preso na vela grande, cheio de cabos à minha volta, fiquei ali um bocado de tempo. Lá me consegui soltar e, quando voltámos a virar o barco, já estávamos tão atrás. Decidimos poupar energia para a terceira, em que conseguimos estar mais ou menos, depois perdemos. Tentámos tudo, infelizmente não foi um dia nada bom”, assumiu.
O duo segue agora na 25.ª posição, com 61 pontos, sendo a classe 470 liderada pelos espanhóis Jordi Xammar e Marta Cardona, com sete.
“Agora, há que desligar um pouco do campeonato e ir regata a regata, e tentar perceber como podemos melhorar com estas condições, com que normalmente temos dificuldade e não estamos a conseguir solucionar”, disse referindo-se “ao vento que vem de terra, que é muito instável”.
Após as três regatas de hoje da frota de ouro, os franceses Matisse Pacaud e Lucie de Gennes desceram à vice-liderança da classe 470, com 10 pontos, enquanto os italianos Elena Berta e Giulio Calabro são terceiros, com 15.
No kite, Mafalda Pires de Lima não concluiu as duas primeiras regatas e foi 12.ª e 19.ª nas restantes. A olímpica lusa é 20.ª, com 103 pontos.
Já Teresa Quartin e Rita Borges não completaram a única regata que disputaram na classe 49er FX.
