Numa carta dirigida a Infantino e consultada na quarta-feira pela AFP, o Csanyi, que é também presidente da federação húngara de futebol, afirma ter "perdido a confiança anteriormente depositada" no presidente da FIFA.
Para justificar a sua posição, Sandor Csanyi refere "decisões que servem interesses políticos em vez dos do futebol", nomeadamente durante o Mundial-2026, assim como o plano de abertura do organismo mundial a investidores privados, um projeto levado a cabo "em segredo, sem informar o Conselho da FIFA".
"A gota de água que fez transbordar o copo foi o despedimento inesperado de Kevin Lamour", o n.º 3 francês da FIFA, acrescenta.
"A minha convicção de que são capazes de liderar a FIFA com sucesso e eficácia (...) foi abalada", conclui o húngaro, dirigindo-se ao dirigente ítalo-suíço.
Na segunda-feira, a FIFA anunciou a saída do Sr. Lamour, diretor-geral de operações, de onde supervisionava áreas administrativas chave, como o departamento jurídico, a comunicação e o pessoal.
Foi uma das vozes mais influentes dentro da FIFA a criticar o projeto de Infantino, candidato à sua reeleição em março de 2027, denunciando "um projeto de uma só pessoa".
"Não só este projeto não deve avançar... como chegou agora o momento para os dirigentes do mundo do futebol colocarem as questões certas e tomarem as decisões adequadas", escreveu num comunicado enviado à agência noticiosa AP e publicado a 31 de julho.
