Lucas França reage aos insultos racistas em Espinho: "Quem fez, sabe o que fez"

Lucas França, central de 29 anos do Benfica
Lucas França, central de 29 anos do BenficaInstagram/Lucas França

Lucas França, central brasileiro de 29 anos do Benfica, reagiu este domingo, com uma publicação nas redes sociais, aos insultos racistas de que foi alvo no segundo jogo dos quartos de final do play-off do campeonato nacional de voleibol, diante do Sporting de Espinho, numa partida que os encarnados venceram por 1-3.

Recorde as incidências da partida

"Como atleta, sei muito bem que sou um produto exposto numa vitrine, disponível ao público para entretenimento. E, por estar nessa vitrine, estou sujeito a aplausos e críticas — isso faz parte da minha vida. Porém, quando essas 'críticas' envolvem a cor da pele ou o cabelo, deixam de ser críticas e passam a ser racismo", começou por escrever Lucas França.

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"O desporto ensinou-me muito e ajudou a moldar quem eu sou. Fui educado pela minha mãe a respeitar o próximo e a tratar bem as pessoas. Em Cristo, aprendi também a não retribuir agressões na mesma moeda. No entanto, ontem, essa agressão ultrapassou uma barreira. Não reagi de forma agressiva, mas trouxe à luz, naquele momento, o que aconteceu, para que as pessoas responsáveis pela condução do espetáculo - especialmente na ausência de policiamento - pudessem agir", acrescentou o central do Benfica.

"Sei que esse episódio não representa os valores dos atletas e diretores do Sporting de Espinho, pois, assim que comuniquei o ocorrido ao árbitro e à mesa, saíram em minha defesa e buscaram identificar o responsável. Infelizmente, entre tantas pessoas presentes, não foi possível encontrá-lo - mas quem fez, sabe o que fez", adiantou Lucas França, deixando um agradecimento ao emblema encarnado.

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"Agradeço ao Benfica pelo apoio e suporte imediato. Aos meus colegas de equipa, comissão técnica e direção, obrigado por estarem ao meu lado nesse momento. Espero que a federação portuguesa de voleibol tome as medidas necessárias para que isso não volte a acontecer, nem em Espinho nem em qualquer outro pavilhão em Portugal. Não há mais espaço para isso - atitudes assim empobrecem o desporto. Obrigado a todos que enviaram mensagens de apoio e demonstraram respeito", concluiu.

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