Recorde as incidências da partida
"Como atleta, sei muito bem que sou um produto exposto numa vitrine, disponível ao público para entretenimento. E, por estar nessa vitrine, estou sujeito a aplausos e críticas — isso faz parte da minha vida. Porém, quando essas 'críticas' envolvem a cor da pele ou o cabelo, deixam de ser críticas e passam a ser racismo", começou por escrever Lucas França.
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"O desporto ensinou-me muito e ajudou a moldar quem eu sou. Fui educado pela minha mãe a respeitar o próximo e a tratar bem as pessoas. Em Cristo, aprendi também a não retribuir agressões na mesma moeda. No entanto, ontem, essa agressão ultrapassou uma barreira. Não reagi de forma agressiva, mas trouxe à luz, naquele momento, o que aconteceu, para que as pessoas responsáveis pela condução do espetáculo - especialmente na ausência de policiamento - pudessem agir", acrescentou o central do Benfica.
"Sei que esse episódio não representa os valores dos atletas e diretores do Sporting de Espinho, pois, assim que comuniquei o ocorrido ao árbitro e à mesa, saíram em minha defesa e buscaram identificar o responsável. Infelizmente, entre tantas pessoas presentes, não foi possível encontrá-lo - mas quem fez, sabe o que fez", adiantou Lucas França, deixando um agradecimento ao emblema encarnado.
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"Agradeço ao Benfica pelo apoio e suporte imediato. Aos meus colegas de equipa, comissão técnica e direção, obrigado por estarem ao meu lado nesse momento. Espero que a federação portuguesa de voleibol tome as medidas necessárias para que isso não volte a acontecer, nem em Espinho nem em qualquer outro pavilhão em Portugal. Não há mais espaço para isso - atitudes assim empobrecem o desporto. Obrigado a todos que enviaram mensagens de apoio e demonstraram respeito", concluiu.
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