Recorde as incidências da partida
Organizado no âmbito da segunda semana de competição no Loiret, o encontro foi colocado sob o signo da "vigilância", sem, no entanto, suscitar grandes preocupações por parte dos organizadores ou da própria prefeitura.
Na sala, ao contrário do que aconteceu no jogo da véspera entre franceses e iranianos, era possível ver mais agentes de segurança junto às bancadas da Arena Co'met de Orleães, para prevenir eventuais manifestações contra o regime iraniano em vigor, ou contra os Estados Unidos, tendo em conta a guerra iniciada no Médio Oriente no final de fevereiro passado.
Entre os cerca de 1700 espectadores presentes, vários adeptos iranianos marcaram presença, alguns com a bandeira do país, mas o ambiente manteve-se descontraído. Durante o jogo, os ecrãs gigantes da sala exibiram uma mensagem a apelar ao "respeito" e à celebração do "espírito deste desporto".
"Um jogo, duas equipas, uma mesma paixão pelo voleibol. Apoiem com entusiasmo", podia também ler-se, ao som da música Imagine de John Lennon.
"Não havia condições para treinar"
Na quadra, o encontro voltou a decorrer sem sinais de hostilidade, com os jogadores das duas equipas a cumprimentarem-se antes do início e no final do jogo. Sem querer comentar a situação política, o selecionador italiano do Irão, Roberto Piazza, aceitou falar sobre as condições "difíceis" de treino da sua equipa após o início da guerra.
"Fomos a única equipa que não pôde treinar entre o final de fevereiro e meados de maio", explicou o treinador, que, nomeadamente, não pôde deslocar-se ao país durante esse período: "A minha embaixada disse que não, quando foi possível regressar, fui, mas antes disso não havia condições para treinar normalmente".
Segundo o seu homólogo Karch Kiraly, "havia apenas duas equipas que queriam jogar voleibol (...), não penso que o Irão tenha jogado com mais combatividade devido a fatores externos, eles jogam sempre com tudo".
No plano puramente desportivo, os americanos, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos-2024, confirmaram o seu excelente momento neste início de Liga das Nações com a quinta vitória e uma posição no topo da classificação.
Potência do voleibol internacional, o Irão continua, para já, com apenas um triunfo. Os iranianos perderam, nomeadamente, na quarta-feira à noite frente à equipa de França, no tie-break (3-2).
"Temos de ser capazes de nos manter no jogo do início ao fim, para o que aí vem", acrescentou Roberto Piazza: "Vamos defrontar o Japão, tecnicamente são excelentes, teremos de ser inteligentes e pacientes".
