O empate 1-1 frente às italianas, no último dos quatro encontros da fase de grupos, valeu o apuramento a ambas as seleções de sub-18 para a final, que vai acontecer na segunda-feira, a partir das 19:00 (menos uma hora em Lisboa), no Estádio Iacovone.
Leonor Rodrigues marcou primeiro para Portugal, aos 50 minutos, com Elisa Ciurleo a empatar para as locais, aos 79.
O resultado permitiu às duas equipas superar Marrocos, que terminou em terceiro, com sete pontos, menos um do que as finalistas, e vai disputar o bronze com a Eslovénia, quarta do grupo único de cinco – apenas o Kosovo se despediu hoje.
Também o tenista Francisco Rocha pode aspirar a uma medalha, depois de hoje ter derrotado o turco Tuncay Duran, por duplo 6-4, para qualificar-se para as meias-finais, nas quais vai defrontar o marroquino Karim Bennani.
Nas meias-finais, mas do torneio masculino de andebol, Portugal perdeu com a Grécia, por 32-30, e vai agora lutar pelo bronze com a Argélia.
Num dia mais discreto de uma Missão que já soma 20 medalhas, oito das quais de ouro, Filipa Marracho disputou a final de pistola a 10 metros, após ser quarta na classificação, que Joana Castelão não ultrapassou – foi 20.ª.
Na final, com toda a comitiva do tiro a apoiá-la, a portuguesa esteve sempre nas últimas posições, mas conseguiu escapar à primeira eliminação, caindo na ronda seguinte para ficar no sétimo lugar.
“Era o meu objetivo estar na final, fazer a minha melhor prestação. Faltou-me um bocadinho de foco, os dois primeiros tiros não correram muito bem e, depois, foi difícil recuperar o andamento, mas fui dando sempre o meu melhor e estou orgulhosa da minha prestação”, resumiu a atiradora à agência Lusa.
Depois da final da pistola, os triatletas portugueses enfrentaram um dia impossível de calor em Taranto – o ar era tão quente que custava respirar -, com Gustavo do Canto a fechar o top 10 e Afonso Ferreira a ser 16.º.
“Sem dúvida que o fator mais decisivo foi o calor e gerir esse aspeto foi determinante para todos os atletas hoje. Um top 10 era um cenário que eu tinha visto como possível. Talvez não fosse o cenário mais otimista para o dia de hoje, mas tenho de me dar essa alegria e estar satisfeito”, afirmou o triatleta, em declarações à Lusa.
Já com a noite a cair na cidade italiana, Matilde Santos ainda sonhou com a medalha, ao sair em segundo do segmento de natação, mas acabou por ser nona, pagando a fatura do calor.
“Desde o início que me senti forte, consegui sair no lugar para fazer medalha, que era o meu objetivo aqui. Durante o ciclismo, sinto que me protegi muito bem para chegar à corrida o melhor possível. Infelizmente, acho que bebi demasiada água no ciclismo, mesmo assim continuei desidratada”, resumiu Santos, que “dificilmente” terá feito uma prova em condições tão complicadas.
Já Inês Rico foi 10.ª, considerando que o resultado não traduziu o que as triatletas portuguesas valem e mostrando-se otimista para a estafeta mista, onde espera que Portugal esteja “sempre na frente”.
Pela manhã, os mesatenistas Beatriz Pinto e Gonçalo Gomes caíram logo na primeira ronda de pares mistos, ao serem derrotados pelos espanhóis Juan Pérez e Sofia Xu, por 12-10, 6-11, 9-11, 11-5 e 11-4.
“Desde que saiu o sorteio, sabíamos que ia ser um jogo bastante difícil, já os conhecíamos bastante bem. Tínhamos uma grande esperança e até entrámos bem, com confiança, mas quando estávamos a ganhar, eles acabaram por virar o jogo”, analisou Pinto.
Por decisão dos espanhóis, a dupla lusa foi obrigada a trocar de mesa, a meio do jogo, por causa do sol, o que acabou por influenciar o desfecho. “O jogo teve uma quebra, na concentração, no foco, prejudicou-nos um bocado”, considerou.
Na entrada em competição do basquetebol 3x3, a equipa masculina perdeu com a Turquia (16-15) e ganhou ao Kosovo (17-12), nas duas primeiras jornadas do grupo C, enquanto a feminina se impôs ao Egito por 12-11.
Após o ouro de João Fernando na véspera, o judo português terminou a sua presença nestes Jogos do Mediterrâneo sem nova presença nas finais.
Diogo Chantre foi quem chegou mais longe, até à fase das repescagens nos -100 kg, mas foi afastado pelo francês Francis Damier. Já Margarida Brás, em -63 kg, caiu na primeira ronda, diante da tunisina Maram Jmour.
Na vela, só foi cumprida uma das regatas previstas, especificamente no IQFOiL, em que o português Ricardo Correia foi nono, seguindo na 11.ª posição, com 32 pontos.
