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Exclusivo com Salvador Salvador: "Sporting esteve muito perto da perfeição"

Salvador Salvador, que apontou 197 golos na última época, é o capitão da equipa de andebol do Sporting
Salvador Salvador, que apontou 197 golos na última época, é o capitão da equipa de andebol do SportingSporting CP

Salvador Salvador é a voz da ambição do Sporting. O capitão dos bicampeões nacionais de andebol dissecou a última temporada, elogiou o treinador Ricardo Costa, rendeu-se ao talento dos irmãos Kiko e Martim Costa, confessou que há uma espinha encravada quando o tema é a Liga dos Campeões, está atento às mudanças nos rivais Benfica e FC Porto, quer erguer troféus aos serviço da seleção nacional e garantiu que o leão continua faminto quando abordou a época que se avizinha.

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Aos 24 anos, Salvador Salvador já conquistou 11 títulos ao serviço do Sporting. Os troféus ficaram no museu do clube e o capitão continua voraz no que concerne a novas conquistas.

Nesta entrevista ao Flashscore, jogou sempre ao ataque e não deixou de responder a nenhuma questão com a frontalidade que demonstra quando enverga as cores leoninas ou da seleção nacional de andebol. 

Salvador Salvador em discurso direto ao Flashscore
Salvador Salvador em discurso direto ao FlashscoreOpta by Stats Perform, Sporting CP

"Conseguimos novamente terminar entre as oito melhores equipas da Europa, algo fantástico"

- Antes de falarmos da próxima época, gostaria que fizesse um balanço da temporada passada.  Podemos começar a falar numa hegemonia do Sporting no andebol português?

Fazendo um balanço da época passada, acho que foi uma temporada extremamente positiva. A nível nacional estivemos muito perto da perfeição. Sinceramente, é difícil imaginar como poderíamos ter feito melhor. Vencemos todos os jogos nas competições nacionais e conquistámos os três títulos em disputa.

- Faltou apenas um pequeno passo para chegarem à final four da Liga dos Campeões, mas foi mais uma época extraordinária?

Na Liga dos Campeões voltámos a ficar muito perto da final four. Conseguimos novamente terminar entre as oito melhores equipas da Europa, algo fantástico e que demonstra a consistência que temos vindo a apresentar nestes últimos dois anos. Quanto à questão da hegemonia, não sei se é a palavra certa. Nós procuramos simplesmente dar o máximo pelo Sporting. Este grupo tem uma alma enorme. Damos tudo dentro de campo e tentamos também criar uma ligação muito forte com os nossos adeptos, que nos ajudam imenso ao longo da época.

É fácil olhar agora para os resultados e dizer que tudo parece simples, mas a verdade é que há muito trabalho por detrás deste sucesso. Aquilo que conquistámos é fruto do trabalho desenvolvido ao longo destes anos. O nosso objetivo passa por prolongar este ciclo de sucesso e continuar a crescer. Queremos repetir o que fizemos na época passada e, se possível, ir ainda mais longe, sobretudo nas competições europeias.

- Como conseguem manter essa fome de vencer? Muitas equipas, depois de começarem a ganhar, acabam por relaxar. O que explica que isso não aconteça convosco?

Acho que muito dessa mentalidade vem do nosso treinador. O Ricardo Costa é um competidor nato. Não se cansa de ganhar e faz tudo para vencer. Desde que chegou ao Sporting, há seis épocas, transmitiu-nos exatamente essa forma de estar.

Temos também um núcleo duro de jogadores que está junto há vários anos e isso ajuda bastante. Quem vai chegando acaba por absorver naturalmente essa cultura. O Ricardo costuma dizer uma frase que nos acompanha diariamente: 'não conseguimos manter-nos no mesmo nível; ou evoluímos ou pioramos'. Essa ideia está muito presente no nosso dia a dia. 

Ganhar custa muito. Trabalhamos durante praticamente onze meses para chegar ao fim da época e conquistar os objetivos a que nos propomos. Essa exigência nunca desaparece. Pelo contrário, aumenta. Foi isso que o treinador conseguiu incutir neste grupo e nós próprios fazemos questão de transmitir essa mentalidade a quem chega.

- O que sentes que faltou para conseguirem chegar à final four da Liga dos Campeões? Ainda pensam nisso?

Não falamos muito sobre isso. Preferimos olhar para essas experiências como momentos de aprendizagem. Nos últimos dois anos estivemos sempre nos quartos de final. No primeiro levámos a decisão para nossa casa e não conseguimos passar. Este ano empatámos em casa e perdemos fora por apenas um golo.

O mais importante é conseguirmos estar consistentemente neste patamar. Tenho a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, as coisas vão acabar por acontecer. Também precisamos de ganhar experiência nestes jogos. Para muitos de nós, a época passada foi apenas a segunda participação na Liga dos Campeões.

Talvez nos tenha faltado alguma maturidade em determinados momentos. No jogo em casa estivemos a vencer por cinco golos na segunda parte e acabámos por permitir o empate. Fora também tivemos momentos em que estivemos por cima, mas depois o adversário conseguiu reagir. Estamos a falar das melhores equipas e dos melhores jogadores do mundo. Nestes jogos, qualquer detalhe faz a diferença e o resultado pode cair para qualquer um dos lados.

O essencial é continuarmos a chegar a este nível. Depois, com mais experiência, acredito que estaremos cada vez mais preparados para dar esse passo em frente.

- O núcleo duro da equipa mantém-se praticamente intacto. Enquanto capitão, como é que procura transmitir essa mentalidade aos jogadores que chegam?

Acima de tudo, tento mostrar-lhes o que significa representar o Sporting e a responsabilidade que isso acarreta. Também procuro transmitir-lhes a mentalidade que nos caracteriza: nunca nos acomodarmos às vitórias. Temos de continuar a trabalhar todos os dias para manter este nível. Este ano isso será ainda mais importante, porque os nossos rivais fizeram muitas alterações nos plantéis e ainda não sabemos exatamente o que esperar deles. Mas o nosso foco tem de continuar a ser o mesmo: olhar para dentro, fazer uma boa pré-época e preparar-nos da melhor forma.

Temos tido pré-épocas muito positivas e isso também se deve ao excelente trabalho da equipa técnica. O preparador físico, o Alexandre (Moreira), tem feito um trabalho extraordinário e isso reflete-se no facto de termos tido muito poucas lesões nas últimas épocas. Quando conseguimos manter praticamente todo o plantel disponível durante uma temporada tão longa, isso faz uma enorme diferença.

Neste momento, o objetivo passa por fazer uma excelente pré-época para chegarmos à Supertaça preparados e com a mesma identidade que nos caracteriza: muita garra, muita fome de vencer e enorme ambição.

Irmãos Costa entre os melhores do mundo e um capitão mais completo

- Esta poderá ser a última época dos irmãos Costa no Sporting. Já começaram a preparar-se para essa possibilidade?

Acho que ainda é um assunto que está um pouco em aberto e, sinceramente, não sei até que ponto devo falar sobre isso. Quando houver novidades oficiais, aí sim será altura para comentar.

- Como é trabalhar diariamente com o Martim e o Kiko Costa? Para quem não acompanha tão de perto o andebol, quem são estes dois jogadores?

Ao longo destes anos vivi várias fases no Sporting. Treinei ainda com a equipa bicampeã de Carlos Ruesga, Carlos Carneiro, Frankis Carol, Nikčević e Tiago Rocha. Depois saí por empréstimo e regressei numa fase menos positiva do clube. A verdadeira mudança aconteceu com a chegada do Ricardo Costa como treinador e do Carlos Carneiro como diretor. Foi aí que começou a ser construído este grupo jovem, ambicioso e competitivo.

Nos primeiros anos ainda não conseguimos conquistar o campeonato, até porque o FC Porto tinha uma equipa muito forte e muito experiente. Mas fomos crescendo, conquistámos Taças de Portugal e, a partir daí, conseguimos vencer todas as competições nacionais.

Quanto ao Martim e ao Kiko, são jogadores bastante diferentes entre si, sobretudo em termos de personalidade, mas têm uma mentalidade extraordinária. Vivem para ganhar e querem ser sempre os melhores.

Na minha opinião, fazem parte do lote dos melhores jogadores do mundo. O Martim é um dos meus melhores amigos. Jogamos juntos desde as seleções jovens e já partilhamos muitos anos de balneário no Sporting. O Kiko entrou mais tarde, mas também criámos uma excelente relação.

Como capitão e como colega de equipa, procuro ajudá-los a evoluir todos os dias, tal como eles também me ajudam a mim. Ainda têm margem para crescer e acredito sinceramente que vão continuar durante muitos anos entre a elite do andebol mundial. Além de serem dois jogadores extraordinários, são também duas pessoas fantásticas.

- Sentes que também já fazes parte desse lote dos melhores jogadores do mundo?

Não me cabe a mim dizê-lo. Naturalmente que tenho objetivos individuais e fiquei muito feliz com a distinção que recebi no último Mundial (melhor defensor da competição), porque significa que o trabalho que tenho desenvolvido está a ser reconhecido. Mas continuo a dar muito mais importância aos objetivos coletivos.

Jogo uma modalidade coletiva e, por isso, a prioridade será sempre ajudar a equipa a ganhar. Os objetivos individuais acabam por surgir naturalmente quando a equipa tem sucesso.

- Estás nomeado pela EHF para melhor defensor da época, ao lado de alguns dos melhores jogadores do mundo. Sentes essa responsabilidade acrescida? E em que aspetos achas que ainda podes evoluir?

Qualquer distinção individual é sempre muito especial, seja para mim ou para qualquer outro atleta. O facto de estar entre os cinco nomeados para melhor defensor da época deixa-me extremamente feliz. A distinção que recebi no Europeu (melhor defensor e na equipa ideal) também teve um significado muito importante para mim, porque é um reconhecimento de todo o trabalho que tenho vindo a desenvolver. Ainda assim, sinto que tenho muito para crescer.

Procuro ser um jogador completo e aproveitar tudo aquilo que o jogo me oferece. Tento responder sempre às necessidades da equipa e cumprir aquilo que o Ricardo Costa e o selecionador Paulo Pereira me pedem. Gosto de ser reconhecido pela vontade de ganhar, pela raça e pelo empenho. Acho que ainda posso evoluir bastante a nível ofensivo. Quero contribuir mais nesse momento do jogo. Apesar de sentir que já cresci muito nos últimos dois anos, acredito que ainda tenho margem para melhorar.

Também quero evoluir fisicamente. O andebol de hoje exige uma intensidade enorme e um jogador que defende na posição em que eu defendo precisa de estar preparado para atacar, defender e fazer transições durante muitos minutos sem perder intensidade. Acima de tudo, procuro ajudar a equipa em tudo aquilo que for preciso. Nunca tive qualquer problema em fazer o chamado trabalho mais invisível.

"Campeonato extremamente competitivo com FC Porto e Benfica"

- O que espera do campeonato da próxima época? O Sporting parte como favorito, mas FC Porto e Benfica fizeram muitas alterações nos respetivos plantéis.

Acho que voltará a ser um campeonato extremamente competitivo. Os nossos principais rivais reforçaram-se, tiveram várias saídas e também mudanças nas equipas técnicas e nas estruturas. Ainda não sabemos exatamente o que esperar, mas tenho a certeza de que vão aparecer com muita vontade de ganhar.

Seria falso dizer que não somos candidatos ao título, mas isso demonstra-se dentro de campo. Queremos repetir aquilo que fizemos na época passada, vencer todos os jogos a nível nacional e manter a mesma fome de ganhar. O nosso foco continua a ser o trabalho diário e aquilo em que ainda podemos evoluir. Neste momento, a prioridade é fazer uma excelente pré-época para chegarmos à Supertaça na melhor forma possível. 

- No próximo ano há Mundial e Portugal vai defrontar Argélia, Polónia e Ilhas Faroé na fase de grupos. O que podemos esperar desta seleção?

O nosso principal objetivo é continuar a ser uma seleção caracterizada pela união e pela raça portuguesa. Queremos continuar a orgulhar quem gosta de andebol e conquistar cada vez mais pessoas para a modalidade. Sabemos que isso não é fácil num país em que o futebol domina praticamente tudo.

As responsabilidades são naturalmente maiores, porque hoje competimos olhos nos olhos com as melhores seleções do mundo. Fala-se muitas vezes da possibilidade de conquistarmos uma medalha, mas temos de perceber que este caminho se faz passo a passo.

No último Mundial chegámos às meias-finais. No Europeu alcançámos a melhor classificação de sempre. O objetivo passa por continuar a crescer, sem perder aquilo que nos caracteriza: a união, a entrega e o orgulho de representar Portugal.

Para mim, representar a seleção é o ponto mais alto da carreira de qualquer jogador. Queremos continuar a dignificar essa camisola e fazer com que cada vez mais portugueses acompanhem o andebol.

Salvador Salvador é um dos esteios da equipa do Sporting
Salvador Salvador é um dos esteios da equipa do SportingSporting CP

- Nos últimos anos temos visto cada vez mais jogadores portugueses a afirmarem-se nos principais campeonatos europeus. Esse reconhecimento internacional é importante para o crescimento do andebol português? E imagina um dia seguir esse caminho?

O Luís Frade é o maior exemplo daquilo que um jogador português pode alcançar. Na minha opinião, é o jogador português que mais sucesso teve no andebol internacional. Tem quatro Ligas dos Campeões e, na última conquista, teve um papel absolutamente determinante. Hoje afirma-se como um dos melhores pivôs do mundo.

No geral, acho que este crescimento dos jogadores portugueses é perfeitamente natural. O nosso andebol evoluiu muito e os atletas portugueses são cada vez mais respeitados lá fora. Vemos cada vez mais clubes estrangeiros atentos ao nosso campeonato.

O crescimento do Sporting nestes últimos anos ajudou muito, tal como o Benfica, que conquistou a Liga Europeia, e o FC Porto, que fez excelentes campanhas na Liga dos Campeões. Nesta época teremos três equipas portuguesas na Liga Europeia e duas na Liga dos Campeões. Isso demonstra bem a evolução do nosso andebol.

Quanto mais crescem os clubes, maior visibilidade ganham os jogadores portugueses. Uma coisa acaba por levar à outra. Sinto-me um privilegiado por viver esta fase do andebol português e espero continuar a contribuir para que este crescimento continue. Além disso, em 2028 vamos receber o Campeonato da Europa, o que será muito importante para a visibilidade da modalidade.

Quanto ao meu futuro, sinceramente, não é algo em que pense todos os dias. Devo muito ao Sporting. Foi o clube que me recebeu ainda muito novo e é a minha casa. O Sporting deu-me tudo aquilo que vivo hoje. Sou capitão desde muito jovem e tenho o privilégio de representar o clube de que sou adepto. Tenho contrato até 2030 e estou totalmente focado na época que temos pela frente. O futuro acontecerá naturalmente.

- O que acha que ainda falta ao andebol português para dar o salto definitivo?

Acho que o sucesso acaba sempre por trazer visibilidade. Quanto mais pessoas respeitarem o andebol e quiserem acompanhar a modalidade, mais facilmente continuaremos a crescer. Mas esse crescimento tem de acontecer de forma sustentada.

Vivemos num país em que o futebol domina claramente o panorama desportivo. Não é fácil fazer com que as pessoas percebam que o desporto vai muito além do futebol. Se olharmos para países como a Alemanha, encontramos cidades onde o andebol é o principal desporto. Existem clubes exclusivamente de andebol e não modalidades integradas em clubes de futebol, como acontece muitas vezes em Portugal. É, acima de tudo, uma questão cultural e de mentalidades.

Temos de continuar a crescer passo a passo, conquistar cada vez mais pessoas e fazer com que olhem para o andebol como um desporto apaixonante e onde também gostariam de ver os seus filhos a jogar. Não é um processo fácil, mas sinto que estamos numa fase muito positiva e que cada vez mais pessoas gostam de acompanhar a modalidade.

Salvador Salvador é um dos líderes do Sporting
Salvador Salvador é um dos líderes do SportingOpta by Stats Perform, Sporting CP

Jogo inesquecível contra a Dinamarca e os ídolos Nikola Karabatić, Cristiano Ronaldo e LeBron James 

- Qual foi o jogo mais marcante da sua carreira?

A nível de seleção, diria que o jogo contra a Dinamarca no último Europeu. É um daqueles jogos que nunca vou esquecer. Defrontávamos a principal favorita ao título, em casa deles, perante mais de dez mil adeptos praticamente todos dinamarqueses.

A Dinamarca vinha de uma sequência impressionante de resultados e era vista como um autêntico rolo compressor. Nós fizemos um jogo praticamente perfeito do ponto de vista coletivo. Individualmente até nem considero que tenha sido uma exibição extraordinária da minha parte, mas enquanto equipa estivemos a um nível altíssimo. Foi um momento muito especial e ficará para sempre na minha memória. 

A nível de clubes, escolho a conquista do primeiro campeonato. Ainda por cima aconteceu em casa, frente ao FC Porto, que era bicampeão. Foi um jogo inesquecível. Também guardo excelentes recordações de muitos jogos da Liga dos Campeões no Pavilhão João Rocha. O ambiente criado pelos nossos adeptos é absolutamente incrível e acaba por nos dar uma energia muito especial.

- Se tivesse de escolher um sete ideal apenas com jogadores com quem já jogou, quem faria parte dessa equipa?

Na ponta direita escolho o Pedro Portela. É um profissional exemplar e um grande amigo. Na lateral direita, o Kiko Costa. A pivô, o Luís Frade. Apesar de o Iturriza também ser extraordinário, escolho o Frade. Como central, escolho o Rui Silva. Também joguei com o Carlos Ruesga, que foi um jogador fantástico, mas o Rui acaba por ser a minha escolha.

Na lateral esquerda fico com o Martim Costa, embora tenha de fazer uma referência ao Frankis Carol, que foi um dos melhores jogadores que vi passar pelo campeonato português. Era impressionante nos treinos e aprendi muito com ele. Na ponta esquerda escolho o Orri Freyr Thorkelsson. É um jogador extremamente regular. Ainda assim, deixo uma menção ao Pedro Portela... Desculpas ao Pedro Branquinho e também ao Ivan Nikčević, que me ajudou muito quando comecei a treinar com a equipa principal.

Na baliza escolho o Alfredo Quintana. Treinei com ele ainda muito novo e marcou-me bastante, tanto pela qualidade como pela pessoa que era. Lembro-me de me tratar sempre por "filho" quando aparecia na seleção e de me receber sempre com um sorriso. Era um guarda-redes extraordinário e uma pessoa ainda melhor.

Capitão leonino falou em exclusivo ao Flashscore
Capitão leonino falou em exclusivo ao FlashscoreSporting CP

- Quem são as suas maiores referências no universo do desporto?

No andebol, a minha maior referência é o Nikola Karabatić. Para mim, foi o melhor jogador de sempre. Era um atleta completo. Defendia, atacava, decidia bem e fazia praticamente tudo a um nível excecional. Esteve durante muitos anos no topo e conquistou praticamente tudo o que havia para conquistar. Ainda hoje gosto de rever vídeos dele.

Fora do andebol, o Cristiano Ronaldo é claramente o meu maior ídolo. Admiro a mentalidade competitiva que tem e a forma como continua, aos 40 anos, a querer evoluir e a ganhar. É um exemplo para qualquer atleta. Também sou um grande admirador do LeBron James. Pela longevidade, pelo profissionalismo e pela forma como continua a competir ao mais alto nível depois de mais de duas décadas na NBA.

Foi ele quem me despertou ainda mais o gosto pelo basquetebol. Lembro-me de ficar acordado até tarde para acompanhar as finais entre os Cleveland Cavaliers e os Golden State Warriors. É outro exemplo de dedicação e de excelência que procuro seguir.