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APCVD regista “descida muito significativa” de incidentes em eventos desportivos

Rodrigo Cavaleiro é o presidente da APCVD
Rodrigo Cavaleiro é o presidente da APCVDAPCVD

O presidente da Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD) adiantou esta quarta-feira que 2025/26 foi a segunda época consecutiva em que registou uma “descida muito significativa” de incidentes em eventos desportivos.

Estamos no segundo ano, segunda época consecutiva, 2025/26, com uma descida muito significativa dos incidentes registados, o que é um dado muito positivo e resulta do trabalho de todos” os elementos da APCVD, “assim como de todos os parceiros e instituições” com quem trabalham, adiantou Rodrigo Cavaleiro.

O presidente da APCVD falava na cerimónia de assinatura do contrato de comodato entre a instituição e a Câmara Municipal de Viseu para a instalação deste serviço descentralizado do Estado num edifício no centro histórico da cidade.

A APCVD funciona provisoriamente no Edifício Vissaium XXI, na Estrada da Circunvalação, em Viseu, desde a sua criação, há sete anos, e “dentro de pouco mais de um mês”, quando acabarem as obras de adaptação, ocupará um edifício que estava afeto ao Círculo de Criação Contemporânea, na rua Luíz Ferreira, comummente chamada de rua do Comércio.

O dia de hoje é também um compromisso acrescido, e de responsabilidade, para nós, porque teremos melhores condições de trabalho, representa um incentivo para continuarmos a trabalhar de forma profissional, dedicada e completamente imparcial e isenta numa área em que, sabemos, muitas vezes, a emoção tolda a razão”, afirmou.

O contacto de comodato é por 10 anos e, a partir daí, tem renovação automática a cada cinco anos, salvo a renúncia de uma das partes, ficando a APCVD a “pagar os consumíveis” do edifício de três andares.

O prédio, que foi recuperado nos últimos anos, terá de sofrer “pequenas intervenções de adaptação” para acolher os cerca de 30 trabalhadores da APCVD, num investimento de cerca de 150 mil euros que a Câmara Municipal de Viseu vai fazer para “dotar de melhores condições”.

João Azevedo disse que o local foi escolhido com o intuito de “dar dignidade, distinção, sentido de Estado e preferência” que o edifício tem “pela sua localização, pelo espaço que representa” na cidade, “dando notoriedade à APCVD” e a Viseu.

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, que esteve presente na cerimónia, enalteceu o trabalho da autoridade que trabalha no setor desportivo, “um ecossistema muito vivo e dinâmico” que “movimenta milhões de pessoas”.

(O desporto) É também, ou é suposto que seja, uma escola de cidadania, de participação, de respeito, de inclusão, mas temos de garantir que isto é, efetivamente, uma realidade”, disse a ministra.

Neste sentido, a governante realçou a “grande responsabilidade” da APCVD naquilo que é a “qualidade, a vitalidade, a excelência do desporto português e que tem permitido que Portugal também se assuma como um agente com grande projeção internacional”.

A APCVD tem um papel central. Tem contribuído para esta dimensão especialmente relevante que é a segurança para garantir aquilo que o desporto deve ser e que é sentido por cada criança, cada pai, mãe, avós. Têm de se sentir seguros e é por isso que é tão importante o papel da APCVD”, vincou Balseiro Lopes.


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