Arbitragem do judo português em guerra e com denúncia no IPDJ

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As eleições desta sexta-feira para a Associação de Árbitros de Judo levaram a uma denúncia ao Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e queixas do atual presidente, no que considera uma tentativa de esvaziar a votação.

Na corrida à presidência da Associação de Árbitros de Judo de Portugal (AAJP) estão o presidente em exercício, Francisco Gaitinha, e o ex-presidente da Federação de Judo e presidente da Associação de Coimbra, Jorge Fernandes, afastado em dezembro de 2022 da FPJ, estando sob a alçada do Ministério Público por alegados crimes de tráfico de influências, abuso de poder e peculato.

“Tinha ficado decidido que a próxima eleição seria numa altura de reunião de árbitros ou numa prova, quando todos estivessem presentes. O presidente da Assembleia Geral (da AAJP, Joaquim Caetano Pereira) disse: faço onde eu quiser e tem de ser em Coimbra”, explicou à agência Lusa Francisco Gaitinha.

O candidato e presidente dos árbitros em funções acusa o responsável da AG de ter marcado as eleições desta sexta-feira para Coimbra, de modo a esvaziar a participação, face à impossibilidade de muitos árbitros em estarem presentes, e levar, assim, Jorge Fernandes à presidência.

“Foi mesmo feito para o candidato da outra lista (Jorge Fernandes) ganhar as eleições dos árbitros”, frisou Francisco Gaitinha, especificando que muitos representantes do setor, das ilhas e outras partes do continente não podem estar em Coimbra.

As queixas do presidente da arbitragem do judo nacional seguem-se a uma denúncia feita na quinta-feira ao IPDJ, por parte do ex-presidente da Associação da Ilha Terceira, Mário Coelho, que expôs aquilo que considera “múltiplas irregularidades e atropelos democráticos” por parte do presidente da AG dos árbitros.

Na carta, a que agência Lusa teve acesso, Mário Coelho revelou que a convocatória não foi enviada a todos os associados, foi marcada para um sítio que colide com eventos desportivos, não foram respeitados prazos e foi estabelecido um regulamento eleitoral sem o crivo da AG.

Contactado pela Lusa, o presidente da AG dos árbitros, Joaquim Caetano Pereira, justificou que lhe dava mais jeito ir a Coimbra, visto estar em Gouveia, e que é essa a razão pela qual o ato eleitoral foi marcado para aquela cidade.

Joaquim Pereira não soube dizer o número de árbitros em condições para votar, garantindo que é preciso ter a quota de 2026 atualizada e que a maioria não tem, ficando de disponibilizar, após as eleições, o número de votantes.


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