A decisão, ao abrigo da Regra 15 da World Athletics, coloca a Índia no patamar de risco mais elevado (Categoria A), após o país ter registado o maior número de violações das regras antidopagem a nível mundial entre 2024 e 2025.
Segundo os dados da AIU, divulgados esta segunda-feira em comunicado, a Índia somou 71 infrações em 2024 e já contabiliza 30 no corrente ano, liderando o ranking global de casos positivos.
As federações integradas na Categoria A representam o nível de risco mais elevado e estão sujeitas a controlos mais apertados segundo o regulamento da World Athletics (WA).
Entre as obrigações impostas a estes países, destaca-se a imposição de critérios mínimos de controlo de dopagem para todos os atletas que integrem as respetivas seleções nacionais.
David Howman, presidente da AIU, justificou a medida com o facto de o programa doméstico indiano ser "desproporcional" face ao risco de dopagem verificado.
"Embora a federação indiana tenha defendido reformas, não mudou o suficiente. A AIU trabalhará agora diretamente com a organização para salvaguardar a integridade do desporto", afirmou Howman, citado em comunicado.
Em sentido contrário, o Bahrain pode ser reclassificado de Categoria A para Categoria B em 2027, caso mantenha as medidas adotadas em 2026.
Howman destacou uma “melhoria substancial”, incluindo a criação de uma agência nacional independente, reforço dos testes fora de competição e maior controlo sobre atletas no estrangeiro.
A AIU anunciou ainda que as federações do Botswana, Peru e Cuba passam a estar sob vigilância especial. Estes países, embora não sendo de risco máximo, apresentaram níveis de testagem "inadequados".
Em Cuba, por exemplo, registou-se a maior taxa de atletas sem qualquer controlo fora de competição antes dos Mundiais Tóquio-2025. No Peru, a AIU verificou um "retrocesso total" no rigor após os Jogos Olímpicos Paris2024.
Estes três países terão agora de garantir que os seus atletas realizam, pelo menos, três testes fora de competição para serem admitidos em grandes provas internacionais, como os Mundiais Pequim2027.
A Regra 15 da WA, em vigor desde 2019, responsabiliza as federações nacionais pelos programas antidopagem e prevê diferentes exigências consoante o risco identificado.
