O milionário grego, que é também dono do Olympiacos, da Grécia, e do Nottingham Forest, de Inglaterra, aprofundou, neste segundo ano em Vila do Conde, a ligação entre os clubes do seu universo.
Desde logo com a estreia absoluta do treinador grego Sotiris Silaidopoulos no futebol português, e uma série de entradas e saídas no plantel, que causaram alguma instabilidade, espelhadas numa prestação irregular, que redundou no 12.º lugar final, com 36 pontos.
As memórias de anteriores participações europeias, mas também de uma recente descida de divisão, dividiam as expectativas dos adeptos, num plantel que, apesar de contar com mais de uma dezena de reforços, manteve referências como o guarda-redes Miszta e os avançados Clayton e André Luiz.

A dupla atacante brasileira foi absolutamente decisiva numa primeira volta que, mesmo não começando bem, com sete jogos sem vencer, acabou por estabilizar com 20 pontos somados em dezembro.
No entanto, no mercado de inverno, os vila-condenses venderam Clayton e André Luiz, autores de 75% dos golos marcados pela equipa até então, para os gregos do Olympiacos, e a crise instalou-se em Vila do Conde.
O arranque da segunda volta foi marcado por seis derrotas consecutivas, a queda para a zona perigosa da classificação, e rumores de despedimento do técnico Sotiris Silaidopoulos.
Sem os seus melhores jogadores até então, e com a equipa com muitas dificuldades, o treinador grego mudou o esquema tático, abdicando de um formato de três centrais para jogar em 4x3x3.
A opção, juntamente com a entrada de alguns reforços cirúrgicos, como o avançado Jalen Blesa, o guarda-redes Enio Van der Gouw ou o defesa central Gustavo Mancha, conseguiu inverter os acontecimentos e devolver fôlego aos vila-condenses.

Nos sete jogos seguintes, a equipa sofreu apenas uma derrota, o que praticamente carimbou a manutenção e devolveu tranquilidade ao grupo para evoluir.
Longe de sobressaltos nas jornadas finais, o Rio Ave começou a projetar a equipa para a próxima temporada, já com a continuidade assegurada de Sotiris Silaidopoulos no comando técnico, e a promessa de um aumento de investimento da SAD, não só no plantel principal, como também nas infraestruturas, sobretudo na academia do emblema da foz do Ave.
