Fernando Sá (treinador do FC Porto):
“Eu acho que cumprimos um bocadinho a nossa obrigação. Se não tivéssemos ganhado hoje, com as ausências que o Sporting teve, do Liam O’Reilly e do Gustavo Teixeira, acho que era um bocadinho preocupante.
O Sporting faz um primeiro e segundo quartos com altíssimas percentagens de lançamento, muito pela forma como nós fomos definindo em termos ofensivos. Baseámos o nosso jogo muito no um contra um, a partilharmos pouco a bola.
As percentagens, automaticamente, baixam, gerando mais transições e mais espaço para o Sporting atacar. Nós tínhamos dois convertidos em 16 triplos tentados ao intervalo (12% de eficácia), o Sporting estava com 50%.
Quando aumentámos a intensidade, quando começámos a partilhar mais a bola, à procura dos melhores espaços de lançamentos, isso deu-nos melhores transições e também limitámos o Sporting a 35 pontos no conjunto dos terceiro e quarto períodos. Foi muito por aí.
O primeiro objetivo está conseguido e agora faltam nove meses de muito trabalho à nossa frente”.
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Bernardo Pires (treinador do Sporting):
“O FC Porto tem uma estrutura já montada, com jogadores que já estavam no grupo e, portanto, os processos acabam por ser mais fáceis de transitar. Nós estamos numa implementação de processos, numa reestruturação do grupo, e estamos gradual e paulatinamente a construir as nossas rotinas.
Acho que combatemos (o FC Porto) enquanto estivemos frescos e, à medida que fomos perdendo essa fisicalidade, fomos cometendo mais erros e o FC Porto teve o mérito de os aproveitar.
Acho que é inequívoco o trabalho do FC Porto, mas nós não ficámos nada atrás hoje e o desfecho podia ter caído para o Sporting. Mérito para o FC Porto, que se calhar está mais bem preparado neste momento do que nós.
Satisfeito não posso estar, porque num clube como o Sporting o que pretendemos é vencer todas as competições em que estamos inseridos. Mas, acho que posso estar contente com grande parte dos minutos em que nos batemos com o FC Porto.
Temos de nos agarrar àquilo que é positivo, tentar melhorar aquilo que não foi ainda tão bom e dar continuidade aos momentos bons, de forma mais constante, para podermos fechar os jogos de outra maneira”.
