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150 jogos pelo Sporting: Acho que será sempre esse o sentimento. É um orgulho poder representar o Sporting e o que é esta instituição, este clube, a nível mundial. Sinceramente, nunca imaginei, quando aqui cheguei, que podia atingir esta marca, porque uma pessoa nunca pensa nisso. Mas alcancei-a. Estou muito feliz. Estou aqui para ajudar a equipa, para ajudar o clube e para ajudar as minhas colegas. Vai ser assim sempre".
Recordações: "Vou ficar com a minha primeira Supertaça (2021/22). Foi o momento mais especial que vivi aqui. Não só pelo que significa, não apenas pelo troféu, mas por como me sentia quando cheguei, numa fase da minha vida que, como já contei muitas vezes, pensava deixar o futebol. Pensava «quero mesmo continuar, ou quero fazer outras coisas para as quais estudei?'. E apareceu esta oportunidade, apareceram também outras, mas a reunião com o Sporting foi a que me fez abrir os olhos. Pensei «não, não posso deixar isto, tenho de me dar uma oportunidade, porque eu consigo, eu trabalhei para isto toda a minha vida e ainda valho muito'. E foi como renascer. Chegar aqui e conseguir essa vitória, da forma que foi, contra o Benfica, comigo a marcar, a ser a MVP... nem sequer num dos meus melhores sonhos pensei que ia acontecer assim. E depois, obviamente, tudo o que ganhámos, como a Taça de Portugal em 2021/2022 e a outra Supertaça, em 2024/2025. Que venham muitos mais troféus".
Mudança para Alvalade: "Hoje em dia, há muitas espanholas a jogar aqui, a Liga está a crescer e já se acompanha desde outros países, mas quando cheguei não era um campeonato muito visto. Eu não conhecia quase nada, não vou mentir. Apareceu a oportunidade, mas havia outros países que me chamavam a atenção. Lembro-me perfeitamente: estava de férias em Ibiza com as minhas amigas, essas duas últimas semanas tinham sido horríveis, e perguntaram-me se podia reunir naquele momento por zoom. E eu, 'tudo bem, bora'. E foi nessa conversa que percebi que o Sporting CP era exactamente o que eu queria para mim. Ou seja, os valores que transmitia, a forma de jogar. E, pela primeira vez, não fui para onde tinha imaginado. Percebi que o meu momento era outro, que precisava de outra coisa. Acho que isso foi um grande passo na minha vida também: não optar simplesmente pelo que achava ser melhor porque era mais visto e sim esperar para ver o que acontecia. E foi a melhor coisa que me aconteceu na vida".
Seis anos de leão ao peito: "O que me faz sentir que continuo no lugar certo é que eu venho para aqui com vontade, venho para aqui com ambição. Sempre disse que quando deixar de ter ambição, de sentir que já não pertenço ou que já não estou a dar valor qualitativo ou a acrescentar qualquer coisa ao clube ou à equipa, sou a primeira a afastar-me. E acho que hoje ainda consigo dar isso. Sinto que os adeptos também estão muito próximos e que gostam mesmo do que sou."

Envergar a braçadeira de capitã: "Aceitei porque já o tinha sido também nas anteriores equipas em que estive. Há capitãs mais sérias, mais distantes, há capitãs que são mais de campo, e, neste sentido, acho que sou uma capitã que consegue unir o balneário, que consegue também ser uma referência no campo. No sentido de ser capaz de olhar para o meu jogo, mas também para o que estão a fazer as outras jogadoras, e saber os momentos, os tempos do jogo, que são muito importantes, saber quando ir e não ir, quando ficar com bola, quando pressionar. Consigo perceber muito bem o jogo em si e acho que essa é uma das minhas características de que os treinadores sempre gostaram, e que também por esse motivo fui escolhida."
Ambição: "Eu gosto de ganhar, nasci para ganhar, então quero ganhar sempre tudo. Fico muito chateada quando não ganho, mas também aprendi a dividir um pouco o que é a minha vida pessoal da minha vida profissional, porque chegava a casa muitas vezes e ficava a pensar no jogo, a pensar 'porquê que isto aconteceu, porquê que fizemos isto, porquê que fizemos o outro, porquê que não deu certo'. E esquecia-me um pouco da minha vida e isso também não me fazia bem. Hoje em dia, consigo terminar o jogo, dizer 'ok, não correu bem, não gostei', mas chego a casa e, por mais complicado que seja às vezes, desligar-me disso, para no dia a seguir voltar aqui com a mesma vontade".
Futuro: "Tenho uma época pela frente mas estou muito feliz aqui, gosto muito de estar no clube, gosto muito de estar em Portugal. O dia de amanhã ninguém sabe, mas adorava ficar aqui. Vamos ver se isso acontece, e que seja por muitos mais anos. Para esta época, como sempre, vou ser eu, a dar o melhor de mim, a dar o melhor pela equipa e pelo clube, que está acima de tudo. E, a partir daí, lutar por todos os títulos possíveis porque nós merecemos e porque os adeptos também merecem".
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