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Cafú suspenso por oito jogos contesta decisão: "É uma falta de respeito, peço justiça"

Cafú ao serviço do AEL Limassol
Cafú ao serviço do AEL LimassolAEL Limassol

O médio português Cafú recorreu às redes sociais para reagir ao castigo de oito jogos que lhe foi aplicado na sequência de um lance analisado pelo VAR, no qual foi interpretado que teria cuspido num adversário.

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O jogador do AEL Limassol rejeita essa versão dos acontecimentos e garante que tudo não passou de um episódio involuntário, provocado por uma pastilha elástica que lhe caiu da boca.

"Jamais seria minha intenção cuspir, desrespeitar ou atingir um adversário. Nunca procurei ofender ninguém, muito menos daquela forma", escreveu Cafú, explicando depois o que, segundo a sua versão, aconteceu: "Uma pastilha elástica me caiu da boca. Segundo aquilo que vi e vivi, essa pastilha nem sequer tocou no adversário."

O antigo jogador de Benfica e Vitória SC considera que está a ser alvo de uma injustiça e lamenta também as consequências para o clube que representa.

"O que está a acontecer é uma falta de respeito para comigo, para com o meu trabalho, para com todos os anos de dedicação e sacrifício que coloquei nesta profissão. E é também uma falta de respeito para com o AEL", vincou.

Cafú termina a publicação pedindo que o caso seja novamente analisado: "Não peço privilégios. Peço justiça. Espero ser ouvido. Espero que a verdade prevaleça. E espero, acima de tudo, que esta injustiça seja corrigida."

O lance ocorreu no passado dia 6 de setembro, na derrota do AEL Limassol na visita ao APOEL (6-0), em encontro da 2.ª jornada da liga cipriota. O médio já cumpriu dois jogos de castigo.

Leia as declarações de Cafú na íntegra:

"Se um dia estas palavras forem lidas sem eu estar presente, quero que sejam lembradas não como palavras de revolta, mas como o testemunho de um homem que procurou viver sempre de acordo com os seus valores, com dignidade e com a consciência tranquila.

Sou homem. Sou atleta. Sou alguém que dedicou a sua vida ao futebol e que aprendeu, ao longo do caminho, que o verdadeiro caráter não se revela quando tudo corre bem. Revela-se quando somos colocados perante uma injustiça e, mesmo assim, escolhemos não perder aquilo que somos.

Fui suspenso por oito jogos após uma intervenção do VAR interpretar aquilo que aconteceu como uma cuspidela num adversário.

Mas essa não é a realidade que vivi, nem foi essa a minha intenção.

Quero deixar isso absolutamente claro: jamais seria minha intenção cuspir, desrespeitar ou atingir um adversário. Nunca procurei ofender ninguém, muito menos daquela forma.

O que aconteceu foi que uma pastilha elástica me caiu da boca. Segundo aquilo que vi e vivi, essa pastilha nem sequer tocou no adversário. Mas, acima de tudo, quero reforçar que nunca tive qualquer intenção de cuspir-lhe ou de o desrespeitar.

Sei o que aconteceu. Sei aquilo que fiz. E, acima de tudo, sei aquilo em que acredito.

Não escrevo estas palavras por ressentimento. Não procuro criar ódio, nem apontar o dedo a ninguém.

Escrevo porque existem momentos em que sentimos que a nossa voz deixou de ser ouvida. E, quando isso acontece, resta-nos uma coisa que ninguém pode tirar: a coragem de permanecer fiéis à nossa verdade.

O que está a acontecer é uma falta de respeito para comigo, para com o meu trabalho, para com todos os anos de dedicação e sacrifício que coloquei nesta profissão.

E é também uma falta de respeito para com o AEL, o clube que represento, que conhece a pessoa que sou, os meus valores e a forma como sempre procurei representar esta camisola.

Aceito ser julgado. Aceito que as decisões sejam tomadas. Mas também acredito que todos temos o direito de ser ouvidos e de ver a verdade procurada até ao fim.

Não peço privilégios. Peço justiça.

Continuarei a caminhar de cabeça erguida, porque posso ser privado de jogar, posso ser suspenso, posso ser injustamente condenado aos olhos de alguns, mas ninguém poderá retirar-me a verdade daquilo que vivi, a minha intenção naquele momento, nem os valores pelos quais escolhi viver.

Espero ser ouvido.

Espero que a verdade prevaleça.

E espero, acima de tudo, que esta injustiça seja corrigida.

Cafú."