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Ciclismo: Paul Seixas aponta ao título mundial em Montreal

Paul Seixas em ação
Paul Seixas em açãoReuters

Paul Seixas parte para a prova de estrada dos Campeonatos do Mundo de ciclismo, em Montreal, com a ambição máxima e o título mundial como único objetivo.

"O objetivo é ganhar no domingo. Com a forma em que estou neste momento, seria uma desilusão conseguir outro resultado", assumiu o líder da equipa de França durante uma conferência de imprensa no seu hotel em Bromont, na véspera do seu 20.º aniversário.

- Três dias depois da sua medalha de bronze no contrarrelógio, já começou a pensar no domingo?

Comecei logo a pensar nisso no domingo à noite. Assim que o contrarrelógio terminou, foquei-me na prova de estrada. É normal, continua a ser o objetivo principal. O contrarrelógio correu bem e passei imediatamente para outra coisa. Estou pronto para enfrentar a prova de estrada.

- Essa medalha de bronze deu-lhe um acréscimo de motivação, confiança, ambição?

Não muda muito porque o contrarrelógio não tem nada a ver com uma prova de estrada. Mas mostra que estou em boa forma. Dá-me confiança.

- Qual será o objetivo no domingo?

O objetivo, naturalmente, é ganhar no domingo. Com a forma em que estou agora e a vontade da equipa, seria uma desilusão conseguir outro resultado. Partimos com a ambição de conquistar este título, e isso é muito motivador.

- Tornou-se normal para si pensar apenas na vitória?

É verdade que é impressionante quando se pensa nisso. Mas o facto de a equipa confiar em mim, de termos uma equipa sólida e de podermos tentar conquistar um título mundial, é uma motivação extraordinária. Motiva-me poder lutar com estes adversários.

- Como analisa o percurso?

É um percurso bastante aberto e, consoante os cenários, pode favorecer mais um perfil de puncheur-escalador ou de puncheur-sprinter. Vai depender muito do desenrolar da corrida, se for um ritmo mais agressivo ou mais tático. Para nós, será importante endurecer a corrida. Ainda não tivemos briefing, mas o Thomas (Voeckler, o selecionador) tem sempre ideias em mente.

- Para ganhar, acha que tem de chegar isolado?

Não necessariamente. Qualquer ciclista dirá que chegar sozinho é o ideal porque é mais simples. Mas chegar com um ou mais corredores também me pode favorecer, porque não sou lento ao sprint. Ao fim de 270 quilómetros de corrida já não é a mesma coisa e vimos no contrarrelógio que era uma chegada bastante dura, com um falso plano inclinado.

- Trabalha o sprint nos treinos ou é algo que deixa de lado para já?

É certo que não é o aspeto que mais trabalho. Mas faço sempre algumas sessões, talvez uma por semana, em que treino um pouco os sprints. Portanto, já não é mau e permite-me manter essa explosividade, que pode ser útil no final da corrida.

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