Para dar continuidade à sua extraordinária colheita em 2026 – já soma sete vitórias em dez dias de competição –, o campeão do mundo voltou ao seu estilo inconfundível, impondo-se sozinho depois de mostrar toda a sua força.
Lançado pela sua equipa UAE para anular a fuga do dia, o esloveno atacou na última das três subidas ao Col de Jaun (8,1 km a 8,3 % de inclinação média), a 20 km da meta, seguido de perto pelos seus três principais adversários na classificação geral.
"Esta é realmente uma vitória coletiva. Ainda éramos sete no início da penúltima subida. Parabéns a todos pelo trabalho que fizeram", afirmou o tetracampeão do Tour, satisfeito por "concretizar o esforço dos (seus) colegas de equipa".
Ao contrário da primeira longa subida, na quarta-feira em Ovronnaz, em que o esloveno pareceu gerir o ritmo, desta vez deixou para trás em dois momentos o francês Lenny Martinez e o dinamarquês Jorgen Nordhagen, e depois o alemão Florian Lipowitz, lançando-se sozinho na descida final.
Depois de duas vitórias ao sprint e de uma derrota ao sprint final na sexta-feira frente ao francês Dorian Godon, Pogacar enfrentou o vento de frente para cortar a meta isolado, aumentando para 35 segundos a sua vantagem na geral sobre Lipowitz, que foi segundo na etapa.
"Não é assim tão fácil", relativizou após a vitória, contrariando a ideia de uma supremacia absoluta: "Há rivais muito fortes na Volta à Romandia. Viram, no final, foi difícil deixar o Florian Lipowitz para trás."
Lenny Martinez, que tinha respondido facilmente ao ataque do esloveno na quarta-feira, desta vez cedeu completamente na última subida e está agora a 2 min 23 na geral, ainda sob ameaça de Nordhagen (a 2:30 minutos) na luta pelo pódio.
Sem o habitual contrarrelógio, esta 79.ª edição termina no domingo com 178,2 km entre Lucens e Leysin, incluindo uma longa subida final de 14,3 km a 5,9 % de inclinação média, mais um esforço inédito esta época para Pogacar depois da sua campanha de clássicas marcada por pequenas colinas.
