Em comunicado, o organismo explica que as diligências têm sido realizadas em articulação com a representação dos Comités Olímpicos Europeus junto das instituições europeias e incluem o envio de cartas a eurodeputados portugueses envolvidos no processo, bem como diversos contactos estabelecidos nas últimas semanas.
Entre as medidas defendidas pelo COP estão a afetação de pelo menos 5% do programa Erasmus+ ao desporto, o reforço do investimento em eventos desportivos de grande escala, o apoio ao voluntariado no setor e o alargamento da iniciativa “Mobilidade no Desporto” para incluir atletas.
O COP sublinha a necessidade de garantir que, no âmbito do futuro programa Erasmus+, as federações desportivas e os clubes de base disponham de oportunidades de financiamento suficientes e adequadas, permitindo-lhes contribuir plenamente para os objetivos políticos e sociais da União Europeia.
O organismo alerta ainda para o risco de “desvio de fundos do desporto para outras áreas, apesar da sua contribuição comprovada para as prioridades centrais da UE”.
Segundo o COP, "em 2026 foram apresentadas 3.162 propostas no âmbito destes apoios — um número recorde e o quarto ano consecutivo de crescimento — ultrapassando largamente os recursos disponíveis".
No comunicado, o presidente Fernando Gomes garante que o organismo “continuará empenhado na defesa do desporto português e a acompanhar este processo, em articulação com os seus parceiros europeus, para que o próximo orçamento europeu traduza melhor o impacto social do desporto e a sua importância para a saúde, a inclusão e a coesão das comunidades”.
