Comité Olímpico de Portugal insiste na defesa do desporto no próximo orçamento europeu

Fernando Gomes, presidente do Comité Olímpico de Portugal
Fernando Gomes, presidente do Comité Olímpico de PortugalComité Olímpico de Portugal

O Comité Olímpico de Portugal (COP) anunciou esta quinta-feira que tem vindo a desenvolver um conjunto de iniciativas institucionais com vista ao reforço do apoio europeu ao desporto, no contexto das negociações do quadro financeiro plurianual da UE para 2028-2034.

Em comunicado, o organismo explica que as diligências têm sido realizadas em articulação com a representação dos Comités Olímpicos Europeus junto das instituições europeias e incluem o envio de cartas a eurodeputados portugueses envolvidos no processo, bem como diversos contactos estabelecidos nas últimas semanas.

Entre as medidas defendidas pelo COP estão a afetação de pelo menos 5% do programa Erasmus+ ao desporto, o reforço do investimento em eventos desportivos de grande escala, o apoio ao voluntariado no setor e o alargamento da iniciativa “Mobilidade no Desporto” para incluir atletas.

O COP sublinha a necessidade de garantir que, no âmbito do futuro programa Erasmus+, as federações desportivas e os clubes de base disponham de oportunidades de financiamento suficientes e adequadas, permitindo-lhes contribuir plenamente para os objetivos políticos e sociais da União Europeia.

O organismo alerta ainda para o risco de “desvio de fundos do desporto para outras áreas, apesar da sua contribuição comprovada para as prioridades centrais da UE”.

Segundo o COP, "em 2026 foram apresentadas 3.162 propostas no âmbito destes apoios — um número recorde e o quarto ano consecutivo de crescimento — ultrapassando largamente os recursos disponíveis".

No comunicado, o presidente Fernando Gomes garante que o organismo “continuará empenhado na defesa do desporto português e a acompanhar este processo, em articulação com os seus parceiros europeus, para que o próximo orçamento europeu traduza melhor o impacto social do desporto e a sua importância para a saúde, a inclusão e a coesão das comunidades”.