O chefe de equipa da Mercedes, Toto Wolff, disse aos jornalistas no Grande Prémio dos Países Baixos do fim de semana passado que tinha dificuldade em compreender a diferença de tempos nas voltas entre Verstappen e o seu colega de equipa Sergio Perez.
Verstappen está a caminho do seu terceiro título mundial e lidera a classificação, com o mexicano como o rival mais próximo a 138 pontos de distância após 13 corridas.
"Vimos Max a destruir todos os colegas de equipa que o acompanharam", disse Wolff depois de Verstappen se ter qualificado na pole position com uma volta 1,313 segundos mais rápida do que a de Perez.
"Seja pela capacidade criar um carro em torno de si mesmo, que é muito difícil de controlar, mas rápido se o conseguires controlar, e isso cria lacunas. Mas 1,3 segundos?", questionou.
Verstappen, que procura a décima vitória consecutiva - que seria um recorde - no Grande Prémio de Itália de domingo, rejeitou os comentários quando questionado em Monza.
"Eu apenas conduzo o carro da maneira mais rápida possível. Não estou lá para dizer aos rapazes para me darem mais frente porque é assim que eu gosto", disse ele.
"Só digo: 'Concebam-me o carro mais rápido e eu conduzo com isso', porque todos os anos, cada carro conduz de forma um pouco diferente. As pessoas perguntam qual é o meu estilo de condução. O meu estilo de condução não é algo específico. Adapto-me ao que preciso para que o carro seja rápido", explicou.
A Red Bull ganhou todas as corridas desta época e 14 consecutivas no total. Pérez venceu duas vezes este ano.
Verstappen disse que estava apenas a tentar fazer o melhor que podia e ganhar o máximo possível enquanto tinha a oportunidade, em vez de ser obcecado por recordes.
"É com certeza uma altura muito agradável para conduzir o carro. Mas todos os fins-de-semana há sempre muitas coisas que surgem e é preciso otimizar. Nunca é um fim de semana simples", apontou.
