Em declarações reproduzidas pela imprensa russa, incluindo o site Match TV e o Sport24, o dirigente o dirigente rejeitou as acusações de má-fé levantadas pelo Flamengo e assegurou que o próprio clube russo saiu prejudicado do processo. As negociações foram abortadas após os futebolistas não terem sido aprovados na fase dos exames médicos.
"Tendo em conta os objetivos de longo prazo do clube, tomámos a decisão de não assinar os contratos. É uma pena que tenha terminado desta forma. É a primeira vez que me acontece algo assim na carreira. Agimos com transparência, queríamos ambos os jogadores, mas a etapa fundamental não foi superada. Trata-se de gestão de risco, e ela funcionou", explicou Pivovarov.

"São investimentos de longo prazo. Ponderando todos os riscos, a decisão passou por abdicar das transferências", reforçou o dirigente russo.
O Dínamo chegou a divulgar imagens da chegada dos dois atletas à capital russa, tendo inclusive organizado uma receção com bailarinas para acolher Matheus Martins no aeroporto — uma prática habitual em países como a Rússia ou a Turquia, onde os clubes anunciam a chegada dos reforços antes da formalização dos contratos.
"Não anunciámos que os negócios estavam fechados; anunciámos apenas que tinham chegado. Também nos consideramos lesados nesta situação", sublinhou o CEO, garantindo que a intenção inicial não passava por expor os detalhes: "Respeitamos as carreiras dos jogadores e as instituições".
Apesar da tensão nos bastidores, o Dínamo respondeu no relvado ao vencer o Akhmat por 3-0, em jogo a contar para a 3.ª jornada da fase de grupos da Taça da Rússia.
Por seu lado, o Flamengo, que havia assegurado dois avançados a contar com a saída de Plata, já anunciou que vai acionar os meios legais para exigir compensações. Tanto o clube rubro-negro como o Botafogo desmentiram qualquer problema clínico dos atletas, com Matheus Martins a garantir ter superado os testes em Moscovo e a demonstrar surpresa com a posição do Dínamo.
