Hugo Jinkis e o seu filho Mariano foram acusados após a investigação lançada em 2015 pelas autoridades dos Estados Unidos, um processo que revelou uma vasta rede de corrupção na FIFA e que envolveu a Conmebol e a Concacaf.
O caso, que incluiu detenções de altos dirigentes em Zurique, desencadeou uma vaga de acusações, condenações e confissões de culpa que transformou o panorama do futebol mundial.
Como parte de um acordo de suspensão provisória do processo, a Justiça norte-americana irá retirar as acusações de fraude que pendiam sobre ambos os empresários.
Em troca, os Jinkis reconheceram ter participado num esquema para defraudar a FIFA, a Concacaf e a Conmebol, além de aceitarem a perda de 50 milhões de dólares.
De acordo com documentos judiciais, pai e filho acordaram e efetuaram pagamentos de dezenas de milhões de dólares em subornos a dirigentes do futebol com o objetivo de garantir apoio para obter direitos de transmissão e comercialização de vários torneios internacionais.
Os Jinkis, coproprietários da empresa argentina Full Play, utilizaram esses pagamentos ilegais para assegurarem contratos ligados a competições como a Copa América e as qualificações para o Mundial, segundo as autoridades norte-americanas.
Este caso insere-se no chamado "FIFAgate", uma história de corrupção massiva que começou em 1991 e que o FBI começou a investigar com a ajuda de um dirigente arrependido, Chuck Blazer (membro do Comité Executivo da FIFA e ex-secretário-geral da Concacaf), que tinha sido acusado nos Estados Unidos de fraude fiscal.
Em 2015, o Ministério Público norte-americano acusou membros da FIFA, Conmebol e Concacaf, bem como executivos de marketing desportivo, pela sua alegada participação em esquemas de suborno. Muitos declararam-se culpados. Outros morreram durante o processo.
