João Ferreira cumpriu ainda toda a tirada com febre. Apesar de todos os contratempos, o piloto português não baixou os braços e levou o Toyota Hilux até ao fim, fechando a etapa com o 11.º tempo, a 10m52s de Henk Lategan, o vencedor do dia.
Um resultado que, num dia em que quase tudo esteve contra a dupla portuguesa, vale acima de tudo pela garantia de que o carro chegou inteiro ao final do dia.
Na geral, a fatura era inevitável. João Ferreira arrancou hoje na liderança, com três segundos de vantagem, e termina a etapa no nono lugar provisório, a 6m03s de Lucas Moraes. O brasileiro herdou o comando da classificação geral prova. Com a corrida ainda longe do fim e uma posição de partida bem mais favorável amanhã, João Ferreira e Filipe Palmeiro continuam em condições de recuperar terreno.
No final do dia, João Ferreira não escondia a dureza da jornada. "Foi um dia muito difícil, provavelmente um dos mais difíceis que tivemos este ano. Abrir a pista numa especial de 300 km nunca é fácil e, com dois furos logo no início, ficámos sempre a correr atrás do prejuízo", explicou o piloto, que admitiu não ter estado nas melhores condições.
"Para além disso não estava bem fisicamente, fiz a etapa toda com febre, e numa tirada tão longa isso pesa muito. O mais importante era trazer o carro até ao fim e foi exatamente isso que fizemos. Perdemos tempo, sim, mas o rali é longo, amanhã partimos de uma posição muito mais favorável e vamos tentar recuperar tudo o que for possível", acrescentou.
A terceira etapa mantém a base em Zagora, de onde se disputam as restantes tiradas do Rallye du Maroc até 3 de outubro. Para João Ferreira, a boa notícia é que a classificação de hoje lhe garante uma posição de partida mais recuada e, por isso, uma pista já aberta, condição que deverá permitir-lhe voltar a impor o ritmo que mostrou no primeiro dia de prova — e iniciar a recuperação na classificação geral.
