“Pensamos que quase todos os nossos barcos têm nível para estar nos cinco primeiros”, sublinhou o técnico, “confiando plenamente” nas capacidades dos 14 canoístas que vão competir em 13 provas.
Ainda assim, admite que as principais esperanças de pódio residem no experiente José Ramalho, já com sete títulos Europeus de K1, em Rui Lacerda em C1 e em C2 juntamente com Ricardo Coelho, com o qual é campeão da Europa e do Mundo, bem como no K1 sub-23 Francisco Barbosa, “sempre um grande candidato”.
“Em dias normais, temos logo esses quatro candidatos a medalhas. Que possam aparecer também nos juniores. Perante este cenário, podia assinar (uma medalha de ouro, uma de prata e outra de bronze), mas acharia pouco. Ainda assim, recordo que há 10 ou 15 anos um título europeu já era um sonho…”, ilustrou o selecionador, no cargo há 21 anos.
Rui Câncio reconhece que a ambição aponta “mais para as cinco medalhas dos Europeus de 2024 do que para as nove de 2025”, disputado em Ponte de Lima, na altura com uma “seleção reforçada”, inclusivamente pelo olímpico Fernando Pimenta, ouro na prova curta de K1 e no K2 com José Ramalho, com o qual é igualmente campeão do Mundo.
“Realisticamente, estamos mesmo mais perto das cinco do que das nove medalhas”, reforçou.
O selecionador deixou uma palavra especial sobre José Ramalho, quase a completar 44 anos, “um atleta com longo e vasto percurso desportivo, um exemplo que, naturalmente, é sempre candidato”.
Assume, no entanto, que em K1 poderá ter dificuldade em ir ao oitavo título na prova longa – tem ainda dois na curta - face à presença do dinamarquês Mads Peterson, “que tem dominado as maratonas internacionais nos últimos anos”.
“O Mads pode estar num dia mau e aí o Ramalho poderá virar a prova a sua favor, porém sei que cada ano fica mais difícil…”, completou.
Elogiou o percurso de Pitesti – “as infraestruturas não são as melhores, contudo não é pelo traçado, sem ratoeiras, que haverá problemas” –, recordando que o “nível de exigência” das seletivas em Portugal faz com que a equipa que lidera lhe dê as “máximas garantias de um bom desempenho coletivo”.
Portugal vai disputar seis provas nos seniores, duas nos sub-23 e cinco nos juniores.
O momento alto da época está previsto para os Mundiais, a disputar entre 22 e 25 de outubro em Gualeguaychu, na Argentina, um pouco a norte de Buenos Aires, já perto da fronteira com o Uruguai.
