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Em entrevista ao Flashscore, Cris Gambaré revelou alguns dos pilares da estratégia da CBF para o Mundial, destacando a importância dos encontros frente aos Estados Unidos em solo brasileiro, a intenção de promover mais períodos de estágio fora das datas FIFA e ainda a criação de iniciativas destinadas a homenagear e valorizar as pioneiras do futebol feminino no país.
Segundo a dirigente, o projeto assenta numa lógica de reciprocidade entre federações, alternando jogos particulares no estrangeiro e em território brasileiro, bem como na escolha de adversários de elevado nível competitivo. O objetivo passa não só pela preparação desportiva, mas também por aproximar a Seleção dos adeptos brasileiros e fortalecer a ligação ao projeto.
“Desde que cheguei, sempre disse que queria trazer mais jogos da Seleção para o Brasil, para que os adeptos se sintam parte deste movimento e deste projeto”, afirmou.
Lista alargada e novas oportunidades
Outro dos temas abordados na entrevista foi a convocatória alargada para um período de treinos fora das datas FIFA, uma iniciativa que surpreendeu após o anúncio de uma lista adicional de jogadoras. Segundo Cris Gambaré, o objetivo passa por alargar o leque de observação antes da definição final do grupo que irá disputar o Mundial.
A responsável confirmou ainda que estão previstos novos estágios semelhantes no futuro, sempre em articulação com o calendário dos clubes. A relação de proximidade com as equipas é, de resto, apontada como um dos pilares do atual modelo de trabalho da seleção brasileira.
“Hoje, os clubes são nossos parceiros. Nada disto teria sido possível sem o seu aval e colaboração”, afirmou.
A estratégia passa também por aproximar profissionais das camadas jovens ao contexto da Seleção e aprofundar o conhecimento sobre a metodologia de trabalho implementada pela equipa técnica.
