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Jorge Jesus elogiou características: "Em primeiro lugar, estou muito feliz por estar aqui. Penso que as características de que o treinador falava decorrem do facto de eu ser um avançado com um leque de competências muito diversificado. Não sou um avançado estático, nem sou alguém que goste apenas de ficar dentro da área sob marcação apertada. Considero-me um jogador capaz de recuar para ligar o jogo, bem como de me deslocar para outras zonas do campo e avançar para os espaços à frente. Posso jogar com a bola a chegar-me aos pés ou fazendo corridas em profundidade. Acredito que a minha carreira nos últimos anos, juntamente com os diferentes clubes e países em que joguei, conferiu-me estas qualidades. Sinto que posso oferecer uma variedade de opções que se enquadram perfeitamente no que o treinador procura."

Não joga pela seleção desde novembro de 2024. Aos 24 anos, esperava ter mais oportunidades? "Não, não vejo as coisas dessa forma. Acredito que passei por todas as seleções e sempre tentei dar o meu melhor. Também fui um jogador importante nessas outras seleções, e acho que ter essa base é fundamental. Sempre me esforcei por dar o meu melhor para chegar à seleção principal o mais rapidamente possível. Agora estou aqui e estou feliz. Acredito que chegamos sempre na altura certa e, no fim de contas, a idade é apenas um número. Estou muito feliz por estar aqui e vou aproveitar esta oportunidade, aprender e mostrar ao treinador que quero estar aqui com muito mais frequência e ser um jogador importante para esta seleção — e é exatamente isso que vou fazer."
Jogar na posição de Cristiano Ronaldo: "Acho que, para mim, é mais um prazer do que uma pressão. Estar aqui e aprender com ele é uma enorme honra para mim. Ele é o meu ídolo, a pessoa que sempre me inspirou desde que era jovem, e sempre esperei ter a oportunidade de viver momentos como este com ele. Graças a Deus, tenho podido partilhar este momento com ele. Estou a tentar aprender com ele e a ver em que aspetos posso melhorar também, e é nisso que me vou concentrar. Naturalmente, toda a gente conhece a qualidade dele, e eu estou aqui apenas para aprender com ele. É um enorme motivo de orgulho para mim estar aqui e desfrutar destes momentos ao lado do Cristiano Ronaldo."

Trabalhar com Jorge Jesus: "Nunca tinha trabalhado com Jorge Jesus, mas acompanhei-o desde sempre e não preciso de dizer os grandes feitos que fez. Quero aprender muito com ele, todos os jogadores sempre melhoraram com ele e sei que também vai acontecer comigo."
Concorrência no ataque: "Em todos os setores do campo, temos qualidade extremamente vincada, acho que quem está aqui sabe o peso de representar esta seleção. Temos um plantel muito bom, que dá dores de cabeça ao míster e sinto-me privilegiado por ter jogadores desse calibre na minha posição. Estou aqui para aprender."

"FC Porto? Quem sabe, um dia gostava de voltar"
Clássico FC Porto-Benfica: "Sim, fui ver o jogo, o meu clube. Toda a gente sabe que sou portista e acompanho muito. O futuro nunca se sabe. Mas uma mágoa que tenho é a forma precipitada como saí do FC Porto e, quem sabe, um dia gostava (de voltar)."
Está em ponto de rebuçado para se afirmar no futebol mundial? "Tudo faz sempre diferença. Quando saí nessa altura, não estava tão bem preparado, ainda mais na melhor liga do mundo, a Premier League, que te obriga sempre a fazer bem, senão criticam, mas fez-me aprender. Ganhei muita maturidade nos clubes por onde passei e sinto-me um jogador muito completo, mas com também muita coisa para aperfeiçoar. Os anos dão isso e sinto-me cada vez melhor".

Novamente com Francisco Conceição e Pedro Neto: "Não preciso falar nada com eles, já nos conhecemos não só dos sub-21 mas de antes, tive oportunidade de jogar com o Francisco na formação do FC Porto, tive oportunidade de jogar com o Neto no Wolverhampton, já me conhecem, já os conheço a eles. Acho que neste nível às vezes nem é preciso falar muito, entendemo-nos só com um simples olhar, um simples gesto."
Parceria com Guirassy num ataque móvel no Dortmund: "Tenho beneficiado muito no Dortmund jogar com o Guirassy, um jogador muito mais experiente. Como já disse, sou um jogador que gosta mais de ter bola, baixar, eu faço mais esse trabalho, ele consegue ficar a marcar, arrastar mais marcação dos centrais e deixa-me um papel muito mais livre no campo, que eu gosto nesta fase da minha carreira. Obviamente que a tática do míster vai de encontro ao que eu gosto e me sinto mais à vontade. É tentar aprender e tirar o melhor, porque sei que a tática é mais ou menos parecida e posso tirar grandes coisas daqui para o clube e do clube para a seleção também."
