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Feminino: Futebolistas profissionais ponderam terminar carreira mais cedo apesar do crescimento

Também Lina Magull tornou públicos os seus problemas de saúde mental depois de se retirar da seleção alemã
Também Lina Magull tornou públicos os seus problemas de saúde mental depois de se retirar da seleção alemãFRANZ WOLFGANG RAINER / APA-IMAGES VIA AFP

Apesar da evolução atual do futebol feminino internacional, muitas jogadoras ponderam terminar a carreira mais cedo por motivos financeiros e mentais. É o que revela um inquérito do sindicato mundial dos futebolistas FIFPRO. De acordo com os dados, 49 por cento das 791 participantes admitiram considerar abandonar prematuramente o desporto.

As jogadoras apontaram sobretudo razões financeiras (59 por cento) e stress psicológico (46 por cento). Segundo o relatório da FIFPRO, o salário mensal médio, ajustado à inflação, triplicou para 2.601 dólares americanos desde 2017, graças ao crescimento das receitas em ligas como a National Women's Soccer League (NWSL), nos Estados Unidos.

No entanto, o rendimento mediano é bastante inferior, situando-se nos 1669 dólares americanos.

"A profissionalização do futebol feminino está a avançar cada vez mais depressa em algumas partes do mundo" e as receitas estão a aumentar, afirmou Alex Culvin, diretora do futebol feminino da FIFPRO.

"No entanto, o progresso e os benefícios não estão distribuídos de forma equitativa pelas jogadoras de todo o mundo." Para além dos clubes com melhores condições financeiras, continuam a verificar-se "casos de condições precárias e inseguras".

Uma em cada duas jogadoras enfrenta problemas de saúde mental

Deveria haver determinados "padrões mínimos" incluídos nos contratos de trabalho das jogadoras, afirmou a FIFPRO num comunicado. Segundo o relatório, apenas oito das 30 ligas nacionais analisadas dispõem de uma convenção coletiva que regula as condições de trabalho.

Além disso, o sindicato das jogadoras exigiu "acompanhamento psicológico obrigatório" para as atletas e apontou a NWSL como exemplo. Nessa competição, profissionais de saúde mental estão envolvidos em todos os clubes e existe o direito a seis meses de licença por motivos de saúde mental. No estudo, 57 por cento das jogadoras inquiridas afirmaram estar a enfrentar problemas de saúde mental e, segundo as próprias, metade não recebeu apoio dos respetivos clubes.

O estudo regista progressos, entre outras áreas, na proteção da maternidade. As regras elaboradas e negociadas pela FIFPRO foram introduzidas pela FIFA em 2021. Desde o último grande inquérito, realizado em 2017, a percentagem de jogadoras que ponderam abandonar o desporto para constituir família desceu de 47 para 19 por cento.

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