Recorde as incidências da partida
Na flash interview
Análise ao jogo: "Foi um jogo com duas caras. Começámos com dribles favoráveis para nós, depois sofremos na primeira parte. Nos 64 jogos em que sou treinador do FC Porto, foi o jogo em que tivemos mais dificuldades para fazer pressão, especialmente na primeira parte. É uma equipa que movimenta muitos jogadores e criam dificuldades. Mas é uma equipa que pode conceder e tivemos duas ou três situações em que devíamos tê-los castigado. Não o fizemos. Sofremos o primeiro golo e depois na segunda parte tivemos uma reação muito positiva. Criámos o suficiente para justificar um resultado diferente. Mas é a terceira vez que venho aqui na Champions dizer que fizemos o suficiente para ter um resultado diferente. Há algo que temos de fazer melhor."
Equipa precisava de acertar forma de pressão? "Mudámos algumas coisas ao intervalo. Disse que o PSV é uma das equipas da Europa que corre mais, com intensidade. É uma equipa muito física. Sabíamos que ia ser um jogo muiito exigente e era importante ganhar duelos porque tudo era homem a homem. Tivemos os nossos momentos, não tirámos vantagem. E numa das poucas situações que tiveram marcaram e isso fez a diferença."
Falhas na finalização e eficácia: "Tivemos a sensação de que se jogássemos mais 25 minutos podíamos gerar mas não íamos marcar. Tivemos essa sensação e é frustrante. Mas criámos o suficiente para justificar algo mais do que a derrota."
Gestão da equipa na segunda parte: "Já estava planeado. Não foi fácil para eles voltar ao onze muito tempo depois. Tiveram um impacto forte num momento difícil do jogo. Na segunda parte era claro que o jogo ia chegar ao fim para eles, então seguimos o que estava planeado."
Resposta na Champions: "Antes de pensar no próximo jogo da Champions, teremos muito tempo para pensar. Vamos ter muitos jogos domésticos entretanto. A partir de amanhã de manhã temos de mudar o chip para a Liga. Vamos jogar em Barcelos num campo muito difícil, especialmente este ano. Temos de estar prontos para o jogo no fim de semana."
Na sala de imprensa
Há um plano alternativo para a forma do FC Porto jogar? "A análise de hoje é bem simples. Tivemos dois momentos no arranque do jogo em que poderíamos ter feito o 1-0. E, depois, percebemos que seria um jogo de duelos, em campo aberto, contra uma equipa muito móvel e que pode criar situações de perigo. A 1.ª parte foi um grande desafio, muito difícil. Acertámos a pressão. Mas também houve momentos em que recuperámos a bola. Isso faz parte do jogo. Não conseguimos converter as nossas oportunidades em golo. Tivemos oportunidades para justificar um resultado diferente. É a terceira vez depois de um jogo na Champions em que venho dizer que merecíamos mais. E é frustrante. Fizemos esse esforço. Talvez a qualidade não tenha sido a que precisávamos, mas... A Champions é uma competição diferente da Liga Europa, mas agora estamos aqui. Há 15 meses, a nossa equipa estava a regressar dos Estados Unidos após perder frente ao Inter Miami. Temos de ser coerentes no processo em que estamos".
"É interessante falar de crise numa equipa que é líder"
FC Porto está em crise? "É muito interessante falar de crise numa equipa que é líder do campeonato e que ganhou os jogos todos, inclusive um clássico. É uma forma interessante de formular a questão. Em relação à Champions, claro que queremos mais. Numa análise mais fria, acho que merecíamos mais pontos. Mas não os temos. Não estou a tirar as responsabilidades, claro que há coisas que temos de fazer melhor. Mas, em 15 meses, houve um salto relativamente grande em relação ao que nos era pedido. Agora há uma diferença no topo da Europa e claro que diminuir isso é bom".
Zero pontos em 3 jogos condicionam ou ainda há esperança? "Todos queremos fazer mais e melhor. Se falarmos do esforço, ele está lá. Sei o quanto os jogadores correm, o quanto se esforçam. O Diogo (Costa) diz que há essa vontade grande de alcançar os resultados. Todos querem subir na classificação. Mas se considerarmos os nossos primeiros três jogos, jogámos contra duas equipas do Pote 1 e uma do Pote 2. Teoricamente foram as mais complicadas. Claro que o caminho ainda é muito longo e temos cinco jogos pela frente, mas se nos queremos qualificar temos de começar a subir esta montanha, se possível já no próximo jogo. Mas agora vamos pensar no Gil Vicente".
Golos sofridos em sete jogos consecutivos: "Há diferentes razões. Uma tem a ver com a qualidade dos adversários. O nível é mais alto e é normal que tenhamos mais dificuldades. Depois há momentos no jogo em que podemos evitar diferentes cenários. Claro que estamos longe de ser perfeitos, mas temos de continuar a trabalhar".
Qual o objetivo de alterar a primeira linha de pressão ao intervalo? "É uma análise correta e precisa. O PSV começou a subir muito com o central certo e foi difícil ajustar do nosso lado. Na 2.ª parte ajustámos e começámos a pressionar mais por dentro com o Gabri Veiga. E isso facilitou muito o nosso trabalho, fez-nos ganhar metros, fez-nos ter mais bola. E a partir daí criámos duas ou três oportunidades que deveríamos ter concretizado".

