O antigo recetor estava acusado de ter disparado contra outro homem durante um confronto ocorrido em maio de 2025 num evento de boxe amador em Miami. Segundo a acusação, Brown tirou a arma a um segurança e efetuou vários disparos durante a altercação.
O ex-jogador, de 38 anos, sempre afirmou que agiu em legítima defesa depois de ter sido atacado por várias pessoas que tentavam roubar-lhe joias e agredi-lo fisicamente. Inicialmente, declarou-se inocente das acusações.
O seu advogado, Mark Eiglarsh, indicou que Brown continua convencido de que seria absolvido em tribunal, mas decidiu aceitar uma proposta dos procuradores para encerrar o caso.
"A acusação criminal contra Brown passará de tentativa de homicídio para uma acusação significativamente menor e liberdade condicional", referiu Eiglarsh num comunicado enviado à AFP. Após "mais de 10 meses e meio de incerteza, Brown e a sua família tomaram a difícil decisão de fechar este capítulo", acrescentou o advogado.
Eiglarsh explicou que o ex-jogador tem oito filhos e que o prolongamento do processo judicial estava a afetar as suas possibilidades de conseguir acordos de patrocínio e outras oportunidades comerciais.
Brown vai formalizar o acordo na próxima quarta-feira perante um tribunal de Miami. Embora a defesa não tenha especificado qual será a nova acusação, vários meios de comunicação norte-americanos avançaram que o ex-desportista não se oporá a uma acusação de agressão agravada.
O caso junta-se a uma longa lista de problemas legais para Brown, uma das figuras mais talentosas e controversas da sua geração. O recetor destacou-se durante grande parte da sua carreira nos Pittsburgh Steelers antes de conquistar o Super Bowl de 2021 ao lado de Tom Brady e dos Tampa Bay Buccaneers.
A sua carreira na NFL terminou de forma abrupta em 2022, quando abandonou o relvado a meio do jogo dos Buccaneers frente aos New York Jets, numa cena que correu o mundo do desporto.
