Super Bowl LX, um duelo entre potência e versatilidade

Super Bowl LX, um duelo entre potência e versatilidade
Super Bowl LX, um duelo entre potência e versatilidadeIMAGN IMAGES via Reuters Connect

Esta noite de domingo, o jogo do ano no desporto norte-americano vai decidir o campeão da NFL em 2025

New England Patriots e Seattle Seahawks são as duas únicas equipas que continuam em prova na última semana da temporada da NFL. Por isso, vão defrontar-se no Super Bowl LX , que será uma reedição da final disputada em 2015 (XLIX), na qual os de Boston, liderados por Tom Brady e Bill Belichick, conquistaram o Troféu Vince Lombardi (28-24) num duelo com um desfecho dramático.

Contudo, provavelmente o único aspeto idêntico ao encontro de há 11 anos são as equipas que vão estar no relvado do Levi's Stadium, já que muita coisa mudou e pouco ou nada resta desses tempos. Ainda assim, o sentimento de desforra certamente permanece vivo na franquia do estado de Washington.

A principal prova da mudança está nos bancos, que há mais de uma década eram liderados pelos experientíssimos Belichick e Pete Carroll, e que agora contam com dois treinadores bem mais jovens e com ideias renovadas: Mike Vrabel e Mike Macdonald.

Também não haverá tanta experiência na posição mais determinante, a de quarterback, já que Drake Maye e Sam Darnold vão disputar a a sua primeira Super Bowl. Aliás, com 23 anos e 162 dias, o patriota será o segundo QB mais jovem de sempre a jogar a final, apenas atrás de Dan Marino, e pode tornar-se o mais novo a vencê-la, superando uma lenda como Ben Roethlisberger.

Choque de estilos

Para além das individualidades, no relvado vão estar duas equipas com características muito distintas. Os Seahawks, que partem como ligeiros favoritos nas casas de apostas, embora este redator antecipe um triunfo dos seus adversários, destacam-se pelo seu atletismo e solidez defensiva. Dispõem de várias armas para travar os oponentes.

No ataque, a sua principal estratégia passa por desgastar a defesa através do jogo de corrida, sem esquecer Jaxon Smith-Njigba, o melhor jogador ofensivo da época, que beneficia imenso dos espaços criados pelas jogadas do coordenador ofensivo de Seattle.

Já os Patriots procuram as suas oportunidades através de drives extremamente longos, nos quais dão a Maye tempo suficiente para pensar e encontrar o passe ideal. No entanto, o jogador natural da Carolina do Norte também consegue libertar-se rapidamente da bola, dificultando a tarefa dos adversários em apanhá-lo.

Uma das cartas na manga da franquia de Nova Inglaterra é a sua adaptabilidade. Conseguem ajustar o seu jogo consoante o adversário, o que lhes permitiu eliminar algumas das melhores defesas da NFL nos play-offs, incluindo a dos Denver Broncos na épica final de Conferência sob neve. E se nada resultar, o jovem quarterback dos de Massachusetts também pode correr, caso a situação o exija.