Recorde aqui as incidências do encontro
O primeiro jogo de pré-época gera quase sempre expectativa nos adeptos, especialmente quando há um novo ciclo a começar. O de Marco Silva, sucessor de José Mourinho, iniciou, pelo menos publicamente, com um duelo frente ao Flamengo que vinha sendo apontado como amigável, mas que foi quase sempre a doer... literalmente!

Um reforço, um miúdo e... muita agressividade
No onze benfiquista, apenas duas novidades: Lenglet foi o único reforço a jogar de início, mas a principal novidade foi o jovem irlandês Jaden Umeh, que jogou à esquerda. Minutos mais tarde, Schjelderup, expectável titular nessa zona do terreno, era anunciado como titular nos quartos de final do Mundial-2026.
Leia também - Titular no primeiro teste de Marco Silva: saiba quem é Jaden Umeh
O extremo procurou agitar e mostrar-se nos primeiros minutos na equipa principal, mas foi substituído ainda na primeira parte. O jovem, de apenas 18 anos, foi vítima de Emerson Royal e, felizmente para o Benfica, o único a sofrer de forma mais direta com o excesso de agressividade da equipa de Leonardo Jardim.
Enquanto as águias preparam a pré-eliminatória da Liga Europa frente ao St. Gallen, o Flamengo sobe o ritmo para o regresso do Brasileirão, interrompido pelo Mundial. Isso ajuda a explicar a primeira parte superior do Mengão, embora sem acerto na hora de tentar aproveitar erros na saída de bola ou transição defensiva dos encarnados.
Dentro de campo, os primeiros sinais não eram propriamente positivos. Do lado benfiquista, Bah e Barreiro foram dando ritmo a um lado direito que contou também com Rafa, utilizado a extremo ao contrário do que aconteceu na segunda metade da época passada, mas a defesa brasileira teve 45 minutos de descanso, até porque depois das duas oportunidades de Bruno Henrique (6') e Samuel Lino (8') houve mais UFC do que futebol. Até Leonardo Jardim entrou no espírito...
Entre a lesão de Jaden Umeh, que levou à entrada de Prestianni, sempre assobiado pelos milhares de brasileiros presentes no Algarve, e a agressividade excessiva dos jogadores brasileiros, surgiu o 0-1, da autoria de Samuel Lino (45+5'). O ex-Gil Vicente antecipou-se a António Silva e finalizou o cruzamento de Emerson, que Lenglet não intercetou, a partir da direita.
Do lado benfiquista, porém, ficou a notícia de uma boa reação, que resultou no empate ainda antes do intervalo. Rafa colocou a bola em Bah e Bruno Henrique chegou atrasado na hora da falta, forçando um penálti que só não deu em segundo amarelo devido ao caráter particular da partida e que Pavlidis (45+8') converteu.
Fórmula repetida tramou o Benfica
Na segunda parte, os treinadores adiaram as alterações, mas perante um cenário pouco interessante e sem oportunidades, com exceção de mais um remate de Samuel Lino (55'), Marco Silva e Leonardo Jardim mexeram, não dando mãos a medir ao speaker do Estádio do Algarve.
Os reforços Kaminski e Gabriel Índio foram a jogo e o jovem defesa brasileiro quase teve uma estreia para esquecer. Trubin estava atento e afastou o perigo depois do roubo de bola de Luiz Araújo.
As mexidas não ajudaram o Benfica a entrar de forma mais consistente no jogo, pelo contrário. Os encarnados continuaram sem conseguir aproximações à baliza de Agustin Rossi e a permitir ocasiões de golo ao Flamengo. No bloco de notas, Marco Silva terá os problemas defensivos como aspeto a corrigir com urgência (domingo pode ler a análise do Flashscore à exibição das águias).
O 2-1, anulado a Pedro por fora de jogo, deixou essas debilidades expostas, mas foi o lance validado a Wallace Yan (68') a gerar mais preocupação, não só porque o golo contou mesmo mas porque António Silva voltou a deixar-se antecipar, desta vez num cruzamento de Samuel Lino.
O desfecho da partida, e do Troféu do Algarve, até podia ter sido outro, não fosse uma dupla intervenção de Agustin Rossi a remates de Ivanovic e Prestianni, que ainda rematou ao poste aos 90', mas, para já, a estreia do Benfica de Marco Silva não entusiasmou. Ficam os apontamentos a pensar no futuro.
