No Brasil, os estreantes são o defesa Jonathan Jesus (Cruzeiro) e o médio André (Corinthians). Do Velho Continente chegam o médio Marlon Gomes e o extremo Alisson Santana, do Shakhtar Donetsk, além do médio ofensivo Allan, do Manchester City.
Dos nove convocados inéditos na lista anterior, três ganharam mais uma chance com Ancelotti: o guarda-redes Pedro Morisco (Coritiba), o defesa Jair Cunha (Nottingham Forest) e o médio Gabriel Bontempo (Santos).

O Brasil volta a jogar a 14 de novembro para o amigável contra o Japão, no Estádio Nacional de Singapura. Três dias depois, no mesmo local, a seleção defronta Singapura.
Conheça abaixo um pouco mais sobre a trajetória que levou os cinco jogadores à canarinha.
Jonathan Jesus (Cruzeiro)
Formado no Ceará, o defesa chegou ao Cruzeiro em 2024 por 1,3 milhões de euros. Jonathan Jesus passou de promessa à realidade e já é avaliado em 7,6 milhões de euros) pelo Flashscore. O salto se deve sobretudo a 2026, pois o jovem se tornou titular a partir de abril.
O potencial de Jonathan fez o Cruzeiro recusar uma proposta de 10 milhões de euros do Zenit pelo defesa em dezembro de 2025, além de uma investida da Real Sociedad. O jovem de 22 anos é um defesa sólido, firme no combate e certeiro nos passes, como mostram algumas estatísticas neste Brasileirão:

• Defesa com mais recuperações de posse na defesa: 2,72 a cada 90 min
• Defesa com melhor aproveitamento em passes: 94,03%
• Nenhum erro que resultou em finalização
• 4.° defesa com mais desarmes por jogo: 1,26
• 4.º defesa com mais interceções por jogo: 2,06
*entre jogadores com ao menos 15 partidas
André (Corinthians)
Um ano e um mês: foi esse o período entre a estreia profissional de André e a primeira convocatória para a seleção brasileira. De reserva útil na reta final de 2025, tornou-se titular absoluto do Corinthians em 2026 como um médio de chegada ao ataque — seis golos — e muita capacidade física.
Uma lesão na coxa impediu que André estivesse na lista anterior de Ancelotti, mas nem mesmo a má fase do Timão no seu regresso evitou a chamada inédita do médio. Vestir a canarinha pode trazer a maturidade que ainda falta ao jovem de 20 anos com duas expulsões neste Brasileirão.
Marlon Gomes (Shakhtar Donetsk)
O Shakhtar é um terreno fértil para o desenvolvimento de promessas brasileiras. Marlon Gomes deu sequência à tradição e nem precisou de sair da Ucrânia para chegar à seleção principal, anos depois de atuar pelas seleções jovens.
O médio surgiu no Vasco num período complicado, na Série B, mas subiu juntamente com a equipa e deu provas do médio técnico que se tornaria. Marlon aparece como mais uma aposta para encontrar o controlador de jogo que tanto fez falta ao Brasil nos últimos ciclos.

Alisson Santana (Shakhtar Donetsk)
O Shakhtar também consagrou o extremo veloz e driblador que saiu do Atlético-MG como um "jovem da formação" — como o próprio Alisson contou em entrevista ao Flashscore. A experiência na Europa acrescentou verticalidade e fome de golo a quem já tinha habilidade de sobra.
Na posição de maior fartura de talentos para a seleção, é notório ser convocado mesmo sem jogar num grande clube. Alisson Santana, de 21 anos, conseguiu o feito com 10 golos e 12 assistências em 38 jogos desde a última temporada.
Allan (Manchester City)
Dos cinco estreantes, o que mais tinha expectativa de chegar à seleção. Allan deu sequência à linhagem de joias do Palmeiras nos últimos anos, após Endrick e Estêvão, e teve vida curta no futebol brasileiro. Saiu direto para o Manchester City, por 40 milhões de euros.
O jovem de 22 anos costuma atuar aberto pela direita e chegar à área para finalizar, mas tem técnica suficiente para criar por dentro. A missão para ganhar espaço no City é difícil — só quatro jogos esta temporada —, mas Allan está a ter espaço nas Taças e a mostrar o seu potencial — já fez um golo.
