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Pochettino prepara uma revolução para iniciar o seu novo ciclo com os EUA

Mauricio Pochettino, selecionador dos Estados Unidos
Mauricio Pochettino, selecionador dos Estados UnidosReuters

O projeto 2030 de Mauricio Pochettino já está em marcha. O técnico argentino inicia uma nova etapa com os Estados Unidos, na qual procura consolidar as boas sensações do último Mundial e abrir caminho à geração do futuro.

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A nova geração, liderada pelo prodígio de 16 anos Cavan Sullivan, terá uma exigente estreia na seleção principal na série de quatro jogos amigáveis que começa frente ao Peru, no sábado, em Orlando (Flórida).

A 29 de setembro, os EUA defrontam o Chile em St. Louis (Missouri) e, a 3 de outubro, o seu arquirrival México em Glendale (Arizona). Três dias depois, completará os testes frente a outro vizinho, o Canadá, em St. Paul (Minnesota).

Jovens talentos como os avançados Julian Hall, do New York Red Bulls, ou Zavier Gozo, recém-contratado pelo Crystal Palace, já fizeram parte das listas de possíveis convocados para o Mundial-2026.

Pochettino acabou por não apostar em nenhuma das promessas, mas, no seu primeiro estágio após a renovação do contrato, pode fazer estrear até 13 jogadores, oito dos quais têm menos de 20 anos.

Jóia nas mãos 

A jóia da coroa é Cavan Sullivan, um médio-ofensivo que completa 17 anos esta segunda-feira e que floresceu esta temporada na MLS, com sete golos em 24 jornadas pelo Philadelphia Union.

O Manchester City tem assegurada a contratação de Sullivan quando este completar 18 anos.

Ao jovem talento juntam-se também o seu companheiro Neil Pierre (18 anos), o extremo do Borussia Dortmund Mathis Albert (17) e o avançado do Orlando City Justin Ellis, de raízes uruguaias.

Dos 28 convocados, apenas 12 participaram no Mundial-2026. Entre eles não estão pilares como Weston McKennie e Folarin Balogun, que trabalham para recuperar a forma depois de vários problemas físicos.

Mais surpreendente foi a ausência de Christian Pulisic, a figura da seleção nos últimos anos, que disputou os dois últimos jogos pelo AC Milan.

“Estão aqui os jogadores que queremos ver e com quem queremos trabalhar, e é tudo”, limitou-se a dizer Pochettino sobre a ausência do Capitão América.

“É uma abordagem completamente diferente da que existia no passado. O Mundial é daqui a quatro anos. Precisamos de trabalhar com objetivos e metas diferentes”, explicou o treinador argentino nessa videoconferência de imprensa.

Marca reconhecível 

Desde o fim de semana, Pochettino tem observado os novos rostos nas modernas instalações da federação norte-americana, perto de Atlanta (Geórgia), inauguradas em maio após um investimento de cerca de 250 milhões de dólares.

O antigo treinador do Tottenham e do Paris Saint-Germain, de 54 anos, dispõe agora do tempo que lhe faltou quando chegou aos Estados Unidos em 2024.

Nessa altura, assumiu uma equipa que acabara de fracassar na Copa América e que estava sob a máxima pressão para corresponder às expectativas do país no Mundial-2026.

O objetivo foi cumprido numa brilhante primeira fase, mas o entusiasmo terminou abruptamente com uma contundente derrota por 4-1 frente à Bélgica nos oitavos de final, a barreira que os Estados Unidos não ultrapassam há mais de duas décadas.

Apesar do desfecho sombrio, tanto Pochettino como a US Soccer quiseram dar continuidade a um projeto que demonstrou uma identidade reconhecível e muito potencial de crescimento.

O objetivo continua a ser dar um passo em frente no Mundial-2030, mas os primeiros desafios estão a menos de um ano de distância.

 “Um período longo” 

Depois da Taça Ouro da CONCACAF de 2027, os Estados Unidos terão, em 2028, a possibilidade de voltar a disputar a Copa América como anfitriões. Também disputarão diante do seu público os Jogos Olímpicos de Los Angeles, com uma base de jogadores que poderá sair da atual concentração.

Apesar desta visão a longo prazo, Pochettino deixou transparecer que o novo compromisso com os Estados Unidos estará sujeito à vontade de ambas as partes.

“Agora é um contrato de quatro anos, é diferente”, afirmou no início do mês o técnico, habitualmente associado a clubes europeus como o Tottenham.

“Na próxima temporada podemos perder a Taça Ouro ou a Copa América e, se não estiverem satisfeitos connosco, podem despedir-nos. Ou nós podemos dizer: ‘Isto não é o que tínhamos em mente’”, afirmou.

“Talvez agora, se alguém nos contactar no futuro, seja um tipo diferente de situação. Estamos entusiasmados, pensamos dedicar-lhe quatro anos, até ao próximo Mundial. Mas agora é um período longo", concluiu.

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