"Lamento ter enfrentado muitos problemas durante este período, e todos no clube tínhamos consciência de que, sem tempo de preparação e sem reforços, seria difícil", escreveu Albert Riera.
Além das lacunas desportivas, o excêntrico treinador foi acusado de desentendimentos internos. Mais recentemente, sobretudo com o avançado Jonathan Burkardt. Também entrou em confronto com os jornalistas.
Os adeptos assobiaram-no no empate 2-2 frente ao Estugarda, no sábado, e depois criticaram-no com um cartaz ("Nada de gracias, Alberto").
Dei tudo o que tinha"
"Senti que estava a proteger o clube e o rendimento dos jogadores, e voltaria a fazê-lo, porque achei que era nisso que devíamos focar-nos para vencer", escreveu Riera.
"Nunca pensei em mim próprio. O meu objetivo foi, é e será sempre o mesmo: melhorar os jogadores e levar o clube à vitória", acrescentou.
O Eintracht Frankfurt terminou a época no oitavo lugar e ficou fora das competições europeias.
"Aceito a realidade da profissão", escreveu Riera: "Saio com a sensação de que dei tudo, num país estrangeiro, onde nunca tinha tido experiência, sem família e com muitas noites passadas no campo de treinos, a refletir e a tentar encontrar soluções para conseguirmos vencer."
O curto capítulo de Riera em Frankfurt
Foi apenas no início de fevereiro que o espanhol sucedeu a Dino Toppmöller. O que se seguiu foram 104 dias de um autêntico turbilhão em Frankfurt, com exibições irregulares, conferências de imprensa insólitas e conflitos internos. Na noite de domingo, a direção do clube, liderada pelo diretor desportivo Markus Krösche, pôs fim ao grande equívoco "após uma análise aberta e honesta da evolução desportiva".
Os problemas com Albert Riera, no entanto, iam muito além do plano desportivo. Como oitavo classificado da Bundesliga, o Eintracht falhou o apuramento europeu pela primeira vez em seis anos, mas foi sobretudo fora das quatro linhas que Riera deu nas vistas. No relacionamento com a comunicação social e com a equipa, o espanhol mostrou-se imprevisível.
O fracasso também não deixa boa imagem de Krösche. O diretor desportivo, escreveu a hessenschau num comentário, foi vítima de um "impostor". A contratação do espanhol é, sem dúvida, o maior erro nos cinco anos de mandato de Krösche, que até agora se tinha destacado por transferências e escolhas de treinadores inteligentes, com receitas milionárias.
Agora, cabe ao Eintracht e a Krösche fazer a limpeza. Já circulam nomes para suceder a Riera. Segundo o Bild, o ex-treinador do Dortmund, Mike Tullberg (40 anos), o técnico do Al Ahli, Matthias Jaissle (38) e o antigo treinador da Eintracht, Adi Hütter (56), são os principais candidatos ao cargo. Uma coisa é certa: a próxima escolha de Krösche tem de ser certeira.
