Reveja aqui as principais incidências da partida
Hütter mostrou-se relativamente calmo, quase pensativo e cauteloso após a primeira vitória da época na Bundesliga. O seu balanço: viu uma "resposta forte da equipa após as críticas justificadas da semana passada" e "uma exibição coletiva muito boa". A mensagem, porém, era clara – este foi apenas o primeiro passo num caminho que poderá ser difícil.
"Para mim é muito importante que a equipa volte a ter uma ligação mais próxima com os adeptos. Mas ainda temos muito trabalho pela frente", afirmou Hütter. Ainda assim, o treinador podia estar, no geral, satisfeito. O primeiro golo de Uzun (9') gerou euforia desde cedo, que, ao contrário dos dois primeiros jogos, não desapareceu, mas sim foi alimentada pelo penálti defendido pelo recém-chegado Noah Atubolu (43'). Pouco depois, Burkardt aumentou a vantagem no seu antigo "palco" (45+1'), perante o olhar do selecionador nacional Jürgen Klopp.
Ajuste táctico de Hütter dá frutos
"Sabe muito bem", disse o antigo jogador do Mainz, que já tinha assistido para o primeiro golo de Uzun: "Isto é mesmo importante e representa um alívio mental. Quando vacilas duas vezes nas duas primeiras jornadas, sabes perfeitamente: 'Isto não pode voltar a acontecer, temos de aguentar.'" Pelo menos com o segundo golo de Uzun (60.), ficou cedo claro: as dificuldades iniciais da SGE nesta época parecem, para já, ultrapassadas.
As alterações de Hütter na equipa também tiveram grande impacto. Abdicou da até então eficaz dupla ofensiva formada por Burkardt e Younes Ebnoutalib. Atrás de Burkardt, Uzun e Ritsu Doan trouxeram criatividade e velocidade, dando outra dinâmica ao ataque. E na zona problemática da defesa, Hütter apostou numa linha de cinco. Uma aposta ganha, como mostrou o resultado.
O diretor desportivo Markus Krösche manteve-se cauteloso após o apito final, tendo em conta o ambiente tenso em torno do clube. "Era importante, já havia alguma pressão", afirmou: "Foi uma vitória importante, mas nada mais do que isso."
