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Depois de ter vencido em Pretória por 1-0, há uma semana, o conjunto sul-africano empatou 1-1 na capital marroquina, permitindo a Miguel Cardoso celebrar a Liga dos Campeões à terceira tentativa, consecutiva, depois de perder a de 2025, pelo mesmo clube, e a de 2024, quando orientava o Espérance de Tunis.
O Mamelodi Sundowns conseguiu assim o seu segundo êxito na Liga dos Campeões, depois do de 2016, frente a um rival que apenas tinha vencido também por uma vez, há 41 anos, em 1985.
Nunca, como agora, dois treinadores portugueses tinham chegado ao jogo decisivo na mesma edição de provas continentais de topo: em 2011, André Villas-Boas venceu Domingos Paciência na final da Liga Europa, porém o êxito do agora presidente do FC Porto sobre o SC Braga refere-se à segunda competição da UEFA.
Miguel Cardoso foi o segundo técnico luso a vencer a Liga dos Campeões africana, depois de Manuel José, recordista nacional de troféus continentais, ao triunfar em 2001, 2005, 2006 e 2008 pelos egípcios do Al Ahly, grandes dominadores da competição, com 12 troféus.
O recorde de Manuel José é perseguido por José Mourinho, treinador mais titulado da história do futebol português e agora à frente do Benfica, e Abel Ferreira, após dois títulos na Europa e na América do Sul, respetivamente.
José Mourinho festejou em 2003/04 com o FC Porto, último emblema fora dos cinco principais campeonatos europeus a conquistar a Liga dos Campeões, na qual voltaria a obter sucesso em 2009/10 pelos italianos do Inter Milão.
Recordista de títulos no banco dos brasileiros do Palmeiras, que comanda desde outubro de 2020, Abel Ferreira arrebatou duas Taças Libertadores em 2020 e 2021, perdendo em 2025 frente aos compatriotas do Flamengo.
O ex-selecionador nacional Artur Jorge também levou o FC Porto ao título europeu em 1986/87, enquanto André Villas-Boas, hoje presidente azul e branco, foi o único técnico português a ganhar a Liga dos Campeões sem estar na final, devido ao seu despedimento do Chelsea a meio de 2011/12, época em que os ingleses venceram sob orientação do italiano Roberto Di Matteo.
Já na Taça Libertadores, Jorge Jesus, que orienta os sauditas do Al Nassr, dos internacionais Cristiano Ronaldo e João Félix, triunfou pelo Flamengo, em 2019, cinco anos antes de Artur Jorge, recém-chegado aos brasileiros do Cruzeiro, comemorar ao serviço dos também canarinhos do Botafogo.
Na América do Norte, Central e Caraíbas, Guilherme Farinha, ao serviço dos costa-riquenhos da Alajuelense em 1999, e Pedro Caixinha, com os mexicanos do Santos Laguna em 2012/13, selaram um pleno de derrotas.
O inverso aconteceu na Ásia, onde Leonardo Jardim, agora no Flamengo, contribuiu em 2021 para o recorde de conquistas dos sauditas do Al Hilal.
Os técnicos portugueses também participaram em finais de competições continentais secundárias e fizeram mesmo o pleno nos bancos na edição 2010/11 da Liga Europa, na única decisão disputada entre dois emblemas lusos sem ser nas provas internas.
Em Dublin, na República da Irlanda, o FC Porto, orientado pelo atual presidente azul e branco André Villas-Boas, ganhou por 1-0 ao SC Braga, de Domingos Paciência, agora diretor responsável pela seleção nacional AA na Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
