Álex Baena deixa alerta para a França: "Muito perigosa no ataque, mas os confrontos diretos estão a nosso favor"

Álex Baena falou aos jornalistas
Álex Baena falou aos jornalistasFabio Russomando

"Vamos tentar fazer aquilo que fazemos sempre: manter a posse, perder a bola o menos possível para não permitir transições aos adversários", afirmou Álex Baena.

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O médio do Atlético de Madrid, Álex Baena respondeu às perguntas dos jornalistas antes do grande jogo das meias-finais do Mundial-2026, o França-Espanha. 

- Que jogo espera entre França e Espanha?

- Vai ser um jogo fantástico entre duas das melhores seleções do mundo. É um encontro que vai entusiasmar os adeptos. Já as defrontámos várias vezes e os confrontos diretos estão todos a nosso favor. Esperamos que amanhã seja igual. Sabemos que será um jogo muito ofensivo de ambas as equipas e, se houver muitos golos, esperamos que a maioria seja do nosso lado.

- Quão importante é Luis de la Fuente para este grupo?

- O Luis é como um pai para nós. Conhecemo-lo há imenso tempo. Alguns jogadores trabalham com ele desde as seleções jovens. Transmite-nos sempre serenidade e confiança nos momentos mais importantes. Estamos todos muito orgulhosos e felizes por tê-lo como selecionador nacional.

- Lembras-se da meia-final do Mundial-2010?

- Para ser sincero, não. Lembro-me muito melhor da final, que vi em casa, na garagem, com os amigos e a família. Imagino que tenha visto a meia-final da mesma forma, mas da final tenho memórias muito mais vivas.

- O cansaço pode pesar nesta fase do torneio?

- Ainda antes do início do Mundial já sabíamos ao que íamos. Não procuramos desculpas. É normal que, nesta altura, as pernas e o físico comecem a acusar o esforço, mas teríamos assinado para chegar até aqui com todo este desgaste. Significa que estamos nas meias-finais.

As palavras de Álex Baena
Fabio Russomando

- Como é jogar ao lado de Lamine Yamal?

- Jogar com ele é facilíssimo. Todos conhecemos o talento e o nível que tem e estamos convencidos de que vai continuar a evoluir. Fora do campo é um rapaz fantástico, está sempre a sorrir, bem-disposto. Estamos mesmo muito felizes por tê-lo connosco e esperamos poder ajudá-lo a crescer ainda mais.

- Este é o jogo mais importante da tua carreira?

- Não me recordo dos outros confrontos entre Espanha e França em 1994, até porque ainda não tinha nascido. Sem dúvida, este é o jogo mais importante que disputei, porque é uma meia-final do Mundial.

- Como se pode travar o ataque da França?

- Conhecemos bem os quatro jogadores ofensivos que têm. São muito perigosos quando podem atacar com bola. Nós vamos tentar fazer aquilo que fazemos sempre: manter a posse, perder a bola o menos possível para não permitir transições aos adversários. Esperamos conseguir controlar ainda melhor o jogo.

- Como se gere a pressão de uma meia-final do Mundial?

- No fim de contas, continua a ser um jogo de futebol. Temos de manter a calma e pensar o menos possível em tudo o que está em jogo. Não vejo ninguém nervoso, estamos todos tranquilos. Pessoalmente, quando penso apenas no futebol consigo render melhor.

- Quanto cresceu a Espanha ao longo do torneio?

- Desde o primeiro dia até hoje melhorámos imenso. Precisávamos de recuperar o ritmo e os automatismos, porque praticamente não nos víamos desde março e alguns de nós chegaram com poucos minutos nas pernas. Treino após treino e jogo após jogo fomos crescendo e hoje a equipa está muito melhor do que no início do Mundial.

Mundial-2026

O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.

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