Análise: De O'Reilly a Doué, quem poderá ser a revelação do Mundial-2026?

Nico O'Reilly participou no particular da Inglaterra frente ao Japão em março
Nico O'Reilly participou no particular da Inglaterra frente ao Japão em marçoJustin Setterfield / GETTY IMAGES EUROPE / Getty Images via AFP

Os Mundiais são o palco onde as estrelas emergentes do futebol rapidamente se transformam em ícones globais.

A AFP Sport destaca cinco candidatos a tornarem-se as próximas superestrelas do desporto-rei no Mundial-2026, nos Estados Unidos, México e Canadá:

Nico Paz (Argentina)

Filho do antigo internacional argentino Pablo Paz, optou por representar os campeões do mundo, apesar de ter nascido e crescido em Espanha.

Jovem promessa da academia do Real Madrid, Nico Paz destacou-se ao longo de dois anos a trabalhar sob as ordens de Cesc Fàbregas, desde que se transferiu para o Como, em Itália.

Segundo a imprensa, o Real Madrid prepara-se para acionar a cláusula de recompra do jovem de 21 anos.

A sua qualidade técnica e o faro pelo golo de longa distância já despertaram a atenção de outros grandes clubes europeus.

Nico Paz poderá ter a difícil missão de substituir Lionel Messi, com o selecionador argentino Lionel Scaloni a dever gerir os minutos do capitão de 38 anos durante a defesa do título.

Désiré Doué (França)

Doué já brilhou no maior palco do futebol de clubes, ao conquistar o prémio de melhor em campo e marcar dois golos na goleada do Paris Saint-Germain na final da Liga dos Campeões frente ao Inter de Milão, no ano passado.

Mas este será o primeiro grande torneio internacional do jovem de 20 anos.

Doué terá de lutar para garantir a titularidade nos Bleus, num ataque repleto de talento, onde se destacam Kylian Mbappé, o vencedor da Bola de Ouro Ousmane Dembélé e a estrela do Bayern Munique, Michael Olise.

No entanto, Doué deu a Didier Deschamps um lembrete oportuno da sua qualidade, ao marcar os seus dois primeiros golos internacionais na vitória por 3-1 num particular frente à Colômbia, no último jogo da França em março.

Nico O'Reilly (Inglaterra)

O'Reilly, de 21 anos, já conquistou a confiança de Pep Guardiola e tornou-se presença habitual no Manchester City.

Autor de dois golos a partir da lateral esquerda na vitória do City na final da Taça da Liga, frente ao Arsenal em março, O'Reilly iniciou a carreira como médio com vocação para o golo.

Guardiola soube aproveitar a combinação de altura, velocidade e técnica do jogador, transformando-o numa arma ofensiva a partir de zonas recuadas, podendo assim ter resolvido um problema para o selecionador inglês Thomas Tuchel.

A Inglaterra chegou à final do Euro-2024 sem um lateral esquerdo de raiz durante grande parte da competição, devido à falta de condição física de Luke Shaw.

"Que jogador", afirmou Guardiola. "Deu um salto incrível e somou muitos minutos, mas merece-o", acrescentou.

Endrick (Brasil)

Uma jovem promessa que se estreou pelo Palmeiras aos 16 anos e foi contratado pelo Real Madrid antes de completar 18, Endrick viu as suas esperanças de brilhar no Mundial renovadas graças a um empréstimo bem-sucedido ao Lyon, de França.

Endrick deu nas vistas a nível internacional ao marcar o golo da vitória frente à Inglaterra, em Wembley, há dois anos, tornando-se o mais jovem marcador do Brasil desde Ronaldo.

Depois de ter perdido protagonismo para o compatriota Vinicius Junior e para Mbappé após a transferência para o Real Madrid, há dois anos, o jovem de 19 anos reencontrou o caminho dos golos desde que se mudou para França em janeiro.

Frequentemente comparado a outro grande brasileiro, Romário, pela sua estatura baixa mas robusta, Endrick espera repetir o sucesso do antigo avançado, que marcou cinco golos e ajudou o Brasil a conquistar o Mundial nos Estados Unidos em 1994.

Pedri (Espanha)

O mais recente maestro do passe espanhol, Pedri tem-se afirmado como digno sucessor de Xavi Hernández, tanto no clube como na seleção.

Depois de se destacar aos 18 anos no Euro-2020, Pedri foi peça-chave na caminhada da Espanha rumo à conquista da Europa há dois anos, na Alemanha, mas uma lesão impediu-o de jogar nas meias-finais e na final.

No Barcelona, deixou para trás os problemas físicos sob o comando de Hansi Flick, assumindo papel de destaque nas duas conquistas consecutivas da LaLiga nas últimas temporadas.