Considerada próxima ao chefe da FIFA, Gianni Infantino, a confederação sul-americana questionou, em comunicado, a forma como a máxima autoridade do futebol conduziu o projeto FIFA Forward Enterprise (FFE).
Sem citar diretamente Infantino, a CONMEBOL expressou "de maneira unânime A preocupação com as reiteradas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento desse tipo de situação".
O órgão presidido pelo paraguaio Alejandro Domínguez, que inicialmente se mostrou mais cauteloso do que outras associações em relação ao FFE, criticou nesta quinta-feira o efeito que a iniciativa teve sobre a imagem da FIFA e do futebol.
"Numa questão de dias, o futebol deixou de ocupar o centro das atenções mundiais pela realização de um extraordinário evento desportivo (Mundial-2026) para concentrar o debate público em assuntos ligados à sua governança", afirmou em sua mensagem.
A CONMEBOL destacou que o "marco institucional constitui uma garantia para todos" e pediu que se "privilegie sempre o diálogo, o respeito às normas e o intercâmbio construtivo".
"Quando esses princípios são deixados de lado, quem perde é o futebol, e perdemos todos. O futebol é de todos", afirmou.
A CONMEBOL foi a primeira confederação a anunciar apoio à reeleição de Infantino, único candidato às eleições que vão acontecer em março de 2027. O órgão sul-americano espera o apoio do presidente à sua proposta de ampliar o Mundial-2030 de 48 para 64 seleções.
Infantino enfrenta uma pressão incomum depois que, na semana passada, foi revelada sua proposta de abrir as portas ao capital privado em atividades comerciais e desportivas da FIFA, como Mundiais. A possibilidade de incorporar investidores privados provocou uma rápida e generalizada oposição do mundo do futebol contra Infantino.
A poderosa UEFA, que reúne 55 federações europeias, lidera a oposição contra o dirigente máximo do futebol e anunciou nesta quinta-feira que mantém o boicote às competições da FIFA.
