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CONMEBOL expressa "preocupação com as reiteradas ações unilaterais" da FIFA

Gianni Infantino e Alejandro Dominguez em abril de 2026
Gianni Infantino e Alejandro Dominguez em abril de 2026ČTK / imago sportfotodienst / HENRY LAPO

A CONMEBOL comemorou esta quinta-feira a retirada do projeto da FIFA que permitiria o investimento privado em suas competições, entre elas o Mundial, mas expressou a "preocupação com as reiteradas ações unilaterais" do órgão dirigente do futebol mundial.

Considerada próxima ao chefe da FIFA, Gianni Infantino, a confederação sul-americana questionou, em comunicado, a forma como a máxima autoridade do futebol conduziu o projeto FIFA Forward Enterprise (FFE).

Sem citar diretamente Infantino, a CONMEBOL expressou "de maneira unânime A preocupação com as reiteradas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento desse tipo de situação".

O órgão presidido pelo paraguaio Alejandro Domínguez, que inicialmente se mostrou mais cauteloso do que outras associações em relação ao FFE, criticou nesta quinta-feira o efeito que a iniciativa teve sobre a imagem da FIFA e do futebol.

"Numa questão de dias, o futebol deixou de ocupar o centro das atenções mundiais pela realização de um extraordinário evento desportivo (Mundial-2026) para concentrar o debate público em assuntos ligados à sua governança", afirmou em sua mensagem.

A CONMEBOL destacou que o "marco institucional constitui uma garantia para todos" e pediu que se "privilegie sempre o diálogo, o respeito às normas e o intercâmbio construtivo".

"Quando esses princípios são deixados de lado, quem perde é o futebol, e perdemos todos. O futebol é de todos", afirmou.

A CONMEBOL foi a primeira confederação a anunciar apoio à reeleição de Infantino, único candidato às eleições que vão acontecer em março de 2027. O órgão sul-americano espera o apoio do presidente à sua proposta de ampliar o Mundial-2030 de 48 para 64 seleções.

Infantino enfrenta uma pressão incomum depois que, na semana passada, foi revelada sua proposta de abrir as portas ao capital privado em atividades comerciais e desportivas da FIFA, como Mundiais. A possibilidade de incorporar investidores privados provocou uma rápida e generalizada oposição do mundo do futebol contra Infantino.

A poderosa UEFA, que reúne 55 federações europeias, lidera a oposição contra o dirigente máximo do futebol e anunciou nesta quinta-feira que mantém o boicote às competições da FIFA.

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