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Luis Rubiales critica Infantino e Pedro Sánchez: "Destruíram toda a candidatura do Mundial-2030"

Luis Rubiales dirigiu a federação espanhola
Luis Rubiales dirigiu a federação espanholaTHOMAS COEX / AFP

O ex-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol responsabilizou diretamente o presidente da FIFA, Gianni Infantino, e o presidente do Governo, Pedro Sánchez, por terem alterado o projeto inicial.

Numa entrevista concedida ao MARCA, Rubiales apontou os seus culpados: "Espanha já não vai organizar o jogo inaugural por culpa do Pedro Sánchez e do Infantino. E se não tiver a final, não pode continuar nem mais um minuto na organização de 2030", afirmou.

Rubiales defendeu que o projeto original previa uma distribuição de sedes muito diferente da atual. Segundo explicou, a candidatura nasceu em 2018 com Espanha, Portugal e Marrocos a trabalhar em conjunto desde o início, embora o país africano tenha ficado temporariamente de fora por exigências da UEFA enquanto competiam com a proposta do Reino Unido e da Irlanda.

Ultrapassado esse obstáculo, Marrocos voltou a integrar-se com uma distribuição de protagonismo previamente definida. "Explicámos-lhes de forma muito clara como entravam: sabendo que Espanha iria acolher o jogo inaugural, a final, uma meia-final e um ou dois jogos dos quartos", recordou.

O ex-presidente insistiu que o encontro pelo título já tinha destino definido. "Havia um acordo para que fosse no Santiago Bernabéu", assegurou, antes de referir que a mudança de rumo surgiu após a saída dos responsáveis das federações espanhola e portuguesa.

A mudança da candidatura

Para Rubiales, o ponto de viragem deu-se quando foi anunciada a entrada do Uruguai, Argentina e Paraguai para receberem os jogos inaugurais do torneio devido ao centenário do primeiro Mundial.

No seu entender, essa decisão alterou completamente o equilíbrio da candidatura e acabou por prejudicar a posição de Espanha. "O Pedro Sánchez, com grande sede de protagonismo, cede para ficar com a medalha e anunciar que Espanha vai organizar o Mundial. E deita por terra a inauguração em Espanha", afirmou.

O ex-dirigente revelou ainda que, antes dessa alteração, trabalhava-se numa alternativa diferente para assinalar o centenário do Mundial. Segundo explicou, a UEFA e a CONMEBOL estudavam organizar um torneio especial na América do Sul com as seleções campeãs do mundo, evitando assim alterar a distribuição de sedes do Mundial 2030.

"Espanha é a locomotiva"

Rubiales considera que a perda do jogo inaugural já representou um prejuízo importante para a candidatura espanhola e acredita que abdicar também da final seria inaceitável.

O ex-presidente defendeu ainda o peso desportivo de Espanha dentro da candidatura e garantiu que o país reúne méritos suficientes para receber o jogo mais importante do campeonato. "Espanha é a locomotiva deste projeto. Futebolisticamente, tem as melhores competições e vem de ser campeã do mundo", concluiu.

As declarações de Rubiales surgem numa altura de crescente incerteza sobre a sede da final do Mundial 2030, depois de, nas últimas semanas, terem aumentado as especulações sobre uma possível candidatura de Casablanca para acolher o encontro decisivo.

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