Bilhetes absurdamente caros (o mais caro para a final já se aproxima dos 23 mil euros), reformas das competições mal comunicadas e controversas, e ultimamente um favorecimento particularmente evidente aos EUA, prejudicaram ainda mais a já problemática imagem de Gianni Infantino.
Já há alguns dias surgiu a informação de que o atual presidente perdeu o apoio da federação inglesa de futebol antes das eleições de novembro. Infantino vai tentar a reeleição para o mandato de 2027-2031, mas desta vez pode ter um adversário de peso vindo da Europa. De peso, porque o apoio das federações filiadas na UEFA tem grande importância.
Presidente do PSG ou presidente do Legia
O favorito natural seria Aleksander Ceferin, mas este planeia continuar como presidente da UEFA. Depois dele na fila está Nasser Al-Khelaifi, que governa com mão de ferro o PSG. Conhecido pela sua vasta influência, é uma figura de destaque entre os candidatos.
A surpresa é o seguinte na lista, Dariusz Mioduski, presidente e proprietário do Legia Varsóvia. Entre os adeptos, a sua popularidade só poderia ser mais baixa em caso de descida de divisão do clube. No entanto, nos corredores do poder, Mioduski é uma figura muito reconhecida.
Tanto que pode contar com o apoio das federações de futebol da Bósnia, Noruega, Suécia, Alemanha e Espanha – esta é a lista avançada por Ben Jacobs, que foi o primeiro a detalhar o recente escândalo envolvendo a intervenção de Donald Trump no caso do cartão vermelho.
Curiosamente, Mioduski não tem o apoio... da PZPN. A questão das relações tensas no panorama nacional é bem conhecida, e o primeiro favorito da federação polaca é o catariano Al-Khelaifi. Caso este não decida candidatar-se, a Polónia apoiará o presidente do Legia.
Poderá Infantino perder o cargo?
E fora da Europa? Uma figura importante pode ser Victor Montagliani, presidente da CONCACAF. O canadiano afirma querer manter-se no cargo, mas as suas ambições de liderar a FIFA são conhecidas. O mesmo se passa com Patrice Motsepe, da CAF. No entanto, este provavelmente não se candidatará em 2027, esperando pela sua oportunidade em 2031.
Resta saber se Gianni Infantino tem a posição suficientemente enfraquecida para ser destronado. A UEFA é contra a planeada expansão do Mundial para 64 equipas, mas para muitas outras federações isso é visto como uma promessa de acesso a uma competição para a qual nunca tiveram entrada.
O atual presidente sabe negociar com os parceiros e – apesar da credibilidade da organização ter diminuído – os votantes não têm de o considerar um fardo. As candidaturas podem ser apresentadas até 18 de novembro.
