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David Beckham: "Não há razão nenhuma para que o futebol, nos Estados Unidos, não possa tornar-se tão grande como a NBA"

David Beckham
David BeckhamFabio Russomando

"São necessários eventos como este, capazes de inspirar uma nova geração de jogadores e de aumentar o interesse por este desporto", afirmou David Beckham.

Presente no Fanatic Fest, que decorre no Javits Center em Nova Iorque, a estrela inglesa David Beckham, antigo extremo do AC Milan e do Manchester United, falou sobre o Mundial e partilhou com o numeroso público presente as suas memórias ao serviço da seleção.

- Quais foram os momentos mais marcantes deste Mundial?

- Houve imensos. Cada Mundial faz surgir novos jogadores, futebolistas que talvez o grande público conheça pouco ou nunca tenha visto jogar. O Mundial oferece-lhes a oportunidade de defrontar as seleções e os campeões mais fortes do mundo, e muitas vezes conseguem surpreender e apaixonar as pessoas. Este foi o maior Mundial de sempre e deu uma oportunidade também a países que nunca tinham participado antes. Penso, por exemplo, em Cabo Verde, que entusiasmou imensa gente em todo o mundo. Vê-los defrontar certas seleções e jogar da forma como jogaram foi excecional. Exibições assim emocionam o público e inspiram as crianças, tanto nesses países como em todas as nações que passaram por um percurso semelhante. Isso leva-os a querer jogar futebol e, um dia, a representar a sua seleção.

David Beckham
Fabio Russomando

- Até que ponto o futebol pode crescer nos Estados Unidos graças a um evento deste tipo?

- Sempre disse que não há razão nenhuma para que o futebol, nos Estados Unidos, não possa tornar-se tão grande como a NBA, o futebol americano ou o basebol. Mas são necessários eventos como este, capazes de inspirar uma nova geração de jogadores e de aumentar o interesse por este desporto. Neste Mundial houve momentos verdadeiramente especiais e tudo isto pode ter um impacto enorme.

- O que significa jogar um Mundial?

- Assistir a um Mundial é especial, mas jogá-lo é ainda mais. Para um futebolista, competir ao mais alto nível representa tudo o que se pode desejar na carreira. Como o Kaká pode confirmar, são poucos os jogadores que conseguem disputar um Mundial, e ainda menos os que chegam a jogar uma final. Adorei representar os clubes por onde passei, as equipas e os adeptos por quem entrei em campo. Mas, para mim, nada se compara a jogar pelo próprio país. Seja num amigável, num Europeu ou num Mundial, representar a seleção é algo único.

- Que recordações guarda dos Mundiais disputados com Inglaterra?

- O meu primeiro Mundial não começou bem e não terminou bem, mas foi, ainda assim, uma experiência extraordinária. Ser jogador de Inglaterra e participar num Mundial já era algo enorme. Marquei o meu primeiro golo em Mundiais frente à Colômbia e fi-lo precisamente no dia de aniversário da minha mãe. Isso tornou tudo ainda mais especial. Mais tarde tornei-me capitão e tive a honra de liderar o meu país num Mundial. Tenho imensas recordações bonitas e sinto um enorme orgulho por ter participado nesses torneios.

Mundial-2026

O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.

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