De la Fuente deixa Portugal de fora: "Espanha favorita, tanto quanto Inglaterra, França, Brasil ou Argentina"

Luis de la Fuente e Vicente del Bosque
Luis de la Fuente e Vicente del BosqueRFEF

O atual selecionador nacional, Luis de la Fuente, conversou com o treinador que ergueu o Mundial em 2010, Vicente del Bosque, no primeiro episódio de "A estrela que nos une", uma série do SEFútbol.

De la Fuente destaca o nível elevadíssimo do futebol de seleções na atualidade.

"As pessoas não se apercebem da grande igualdade que existe ao nível das seleções. Não tem nada a ver com o que acontece nos clubes. Em cada país há 11 bons jogadores. Falas do Chile do teu tempo, mas olha para a Colômbia ou o Equador. Acabámos de assistir a uma CAN com equipas muito fortes. O que importa hoje é ter uma ideia comum, mas a diferença está nos jogadores que a concretizam."

O selecionador vê Espanha num nível muito elevado, ainda para mais por chegar ao Mundial como campeã da Europa, mas prefere manter a cautela.: "É preciso ter prudência, mesmo sendo favoritos."

O técnico partilha da mesma opinião: "É importante manter os pés assentes na terra. Não fujo à responsabilidade, somos favoritos, mas tanto quanto a Inglaterra, a França, o Brasil ou a Argentina."

De la Fuente defende o valor da seleção, afastando-se dos localismos: "Aqui não há jogadores de clubes, há jogadores de seleção. É uma mentalidade diferente. Não tenho dúvidas em relação aos jogadores, mas a nível mediático e para alguns adeptos, há quem pense que podem existir confrontos ou desacordos, mas para nós, não. A nossa única motivação é desportiva, queremos levar os melhores."

Del Bosque sublinha que "evoluímos nesse aspeto, porque o sentimento de representar a seleção é fundamental para eles. Os jornalistas também são adeptos, mas temos de nos distanciar do que nos rodeia e levar os melhores para termos recursos."