Ir para o conteúdo principal

Dibu Martínez: "É preciso aproveitar o momento, vai ficar na memória para toda a vida"

Dibu Martínez em conferência de imprensa
Dibu Martínez em conferência de imprensaLARS BARON / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Emiliano Martínez mostrou-se tranquilo antes da final do Mundial frente a Espanha, apesar das dores persistentes numa mão, e destacou a união, a superação e a identidade trabalhadora da seleção argentina.

Acompanhe as incidências da partida

Emiliano, o Dibu, Martínez começa a conferência de imprensa após ser questionado sobre a albiceleste. "Primeiro é preciso ganhar, só me concentro nisso. Não penso para além disso. A superação é de toda a equipa, há anos que vimos a construir algo que é difícil de descrever por palavras. Às vezes choro só de pensar no que conseguimos alcançar. Agora resta aproveitar o momento. Como futebolista profissional, não se tem noção de onde se está. É preciso aproveitar o momento, vai ficar na memória para toda a vida".

Perante a sua segunda final, afirma sentir-se tranquilo. "A verdade é que me sinto muito tranquilo. Se me vires nas eliminatórias... no fim muita gente pensa que o guarda-redes defende bem só por defender remates. Mas há muito mais: sair a um cruzamento, estar calmo quando a bola vem para trás... são aspetos do futebol que mostram aos meus colegas que o 'Dibu' está tranquilo".

O Dibu fala sobre o seu estado físico. "Ainda me dói a mão, todos os dias. Evitei a operação, sabia que me ia doer imenso... todos os especialistas que consultei diziam-me que tinha de ser operado ou não poderia jogar. Em toda a fase de grupos não consegui treinar com o grupo e isso afetou-me porque é algo que adoro".

Fanático pela seleção

Além disso, explica como teria sido como adepto. "Teria chorado da mesma forma que quando estava na baliza. Chorei quando era pequeno; lembro-me quando o Lehmann defendeu o segundo penálti... chorei em casa. Sempre fui um fanático pela seleção. Quando fui para Inglaterra, tinha sempre na cabeça ser o guarda-redes da Argentina. Estive nos escalões jovens e quando cheguei à principal, não foi algo novo para mim".

Acompanhe o relato no site ou na app
Acompanhe o relato no site ou na appFlashscore

Falou também sobre o legado desta seleção. "Não sei como nos vão recordar... é como nós nos identificamos com as pessoas. Ser argentinos, falar dentro do campo, não fora. Os rapazes que estão na Seleção vêm de famílias humildes, de pessoas cujos dois pais trabalham, trabalhadores de verdade, temos uma união no grupo, crescemos ano após ano e quero que nos recordem como a qualquer argentino. Somos trabalhadores e, mesmo quando as coisas são difíceis, conseguimos seguir em frente".

Por outro lado, explica a sua mentalidade. "Estou a lidar bem com isso, na verdade. Obviamente, quando te dizem depois de ganhares uma final, com o dedo partido, que tens de ser operado e perdes toda a fase de grupos do Mundial, a cabeça enche-se de perguntas. Tive uma preparação completamente diferente, treinava de forma diferente, atirava-me com uma mão, parecia um maneta... Eu nunca quero ser o protagonista na seleção".

Por fim, deixa palavras para Espanha. "É uma grande seleção. Conheço realmente muitos colegas, jogam na Premier, sigo muito a LaLiga, o meu colega Pau Torres vê sempre os jogos, têm um grande treinador que conhece muito bem o nosso. Não é só o Lamine, têm um grande grupo. Trabalham muito pela equipa, por alguma razão chegaram à final. Têm as suas armas... mas nós também. Oxalá seja um jogo que o espectador possa recordar durante muito tempo".

Mundial-2026

O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.

Calendário e horários dos jogosO trajeto de Portugal | O trajeto de Cabo Verde | O trajeto do Brasil | Prognósticos e Odds