“Esta carta constitui a intervenção mais significativa dos líderes políticos europeus contra os abusos de governação e as violações de regras nos mais altos escalões do futebol mundial, desde que o Parlamento Europeu pediu a demissão do antecessor de Infantino, Sepp Blatter, em 2015", disse hoje a organização de defesa dos direitos humanos FairSquare.
A carta, datada de segunda-feira, é subscrita por 50 representantes eleitos de 13 países europeus, sobretudo sociais-democratas, liberais e verdes, e instam o Comité de Ética da FIFA a investigar o assunto.
“Representa uma oportunidade para a FIFA demonstrar o seu compromisso com a neutralidade política, a transparência e a responsabilidade”, escrevem os signatários, liderados pelo irlandês Barry Andrews, pela neerlandesa Lara Wolters e pelo dinamarquês Niels Fuglsang.
A FairSquare, que teve um único apoio, da Noruega, entre as 211 federações-membro da FIFA, acusa o presidente do organismo, Gianni Infantino, de ter violado o dever de neutralidade, como estipula o artigo 15.º do código de ética, ao atribuir a Donald Trump um recém-criado Prémio da Paz, em dezembro do ano passado, por altura do sorteio do Mundial2026, em Washington.
Esta ONG, em concordância com os eurodeputados, quer também que esse mesmo comité investigue as circunstâncias que levaram Infantino a entregar aquele galardão ao líder máximo dos Estados Unidos, num gesto sem precedentes.
