Recorde as incidências do encontro
As eslovacas estavam entusiasmadas por jogar em Prešov e pelo ambiente que as esperava. Lembravam-se do duelo do ano passado frente a Gibraltar, que contou com a presença de 3.800 adeptos. Também desta vez houve grande interesse pela seleção feminina e 3.554 pessoas marcaram presença, o que representa a segunda maior assistência num jogo de futebol feminino na Eslováquia.
"Pouco antes do jogo disse que não há nada mais bonito do que ver este ambiente para as raparigas. Ficou provado que vale a pena apostar no futebol feminino na Eslováquia", afirmou Kopúň. As suas jogadoras adiantaram-se logo aos oito minutos, quando Fabová marcou dentro da área. Para as portuguesas foi o primeiro golo sofrido neste grupo de qualificação.
O momento do golo motivou ainda mais as jogadoras da casa e os adeptos começaram a acreditar que a favorita podia vacilar. No entanto, as visitantes aumentaram o ritmo ainda antes do intervalo e, com golos de Santiaga e Nazareth, deram a volta para 1-2. O resultado não se alterou após o descanso.
"Quando demos tudo, parecia que podíamos roubar um ponto a esta grande seleção de Portugal. Para mim, é um pouco como o Barcelona. Adormecem-vos. Sabem controlar o ritmo do jogo e acelerar quando menos se espera", descreveu a médio Hmírová.
As eslovacas já tinham sentido a força de Portugal no primeiro confronto, que perderam por 4-0. Em Prešov, a sua exibição foi muito superior à de há um mês em Barcelos.
"Aprendemos com os erros que cometemos lá e o resultado foi completamente diferente. O apoio dos adeptos foi enorme e jogámos de forma totalmente distinta. Isso também influenciou o nosso desempenho. Cada jogo faz-nos evoluir. Se continuarmos a jogar assim, certamente ainda vamos conquistar mais pontos", comentou Fabová.
A equipa da casa vinha de uma derrota por 4-2 na Finlândia na terça-feira, depois da qual se prepararam para jogar de forma mais ousada. Segundo o treinador, conseguiram fazê-lo: "É a melhor equipa do nosso grupo e vimos do que são capazes. Dissemos que, se fosse possível, iríamos pressionar, e conseguimos. Fiquei satisfeito com a rapidez nas transições para o ataque e com as finalizações".
As internacionais eslovacas perderam pela terceira vez consecutiva, mas continuam a depender de si próprias para garantir a qualificação. Vão terminar o grupo de qualificação em junho, com jogos frente à Finlândia e à Letónia. O caminho para o torneio passa pelos dois primeiros lugares do grupo ou pela melhor classificação possível entre as equipas que terminarem em terceiro. "Ainda temos dois jogos pela frente. Esses serão decisivos", acrescentou Kopúň.
