As eliminatórias europeias determinam as 11 equipas que se qualificarão para o Campeonato do Mundo Feminino de 2027, que se realiza no Brasil de 24 de junho a 25 de julho de 2027. Neste formato, apenas o primeiro classificado de cada grupo se qualifica diretamente para o Campeonato do Mundo de 2027. As equipas classificadas em segundo, terceiro e quarto lugares passam a uma fase de play-off a duas voltas.
O Grupo A2 tem a seguinte configuração antes da última jornada, disputada em simultâneo na terça-feira, 9 de junho: a França está em primeiro lugar com 10 pontos, logo à frente da Irlanda, que ocupa o segundo lugar com 9 pontos. No entanto, os Países Baixos não estão muito longe, com 8 pontos, e poderão terminar no primeiro lugar entre as duas equipas. A Polónia está em último lugar, com apenas 1 ponto. Dois jogos de grande importância: França-Irlanda, em Grenoble, e Países Baixos-Polónia, em Amesterdão.
Cenário 1: Vencer e ficar por aqui
Este é o mais simples, o mais limpo, o que todos esperam. Se as Bleues vencerem a Irlanda, independentemente do que os Países Baixos fizerem contra a Polónia, a França é matematicamente a primeira classificada do grupo e está diretamente qualificada para o Brasil. Uma vitória por qualquer resultado é suficiente. A margem é o único luxo que está fora de questão.
Cenário 2: Um empate, sujeito a condições
Um empate em Grenoble deixa a França com 11 pontos. A Irlanda subiria para 10. Os Países Baixos, por sua vez, podem chegar aos 11 pontos se vencerem a Polónia. Nesse caso, as três equipas estariam empatadas em pontos. O empate seria então decidido pela diferença geral de golos, depois pelos golos marcados e, por fim, pela média de golos entre as equipas em causa. As Bleues terão o destino nas suas próprias mãos na última jornada, contra a Irlanda. Um empate pode ser suficiente, mas faz depender a situação do resultado neerlandês: se os Países Baixos ganharem, as calculadoras entram em ação.
Cenário 3: Derrota e dedos cruzados
Este é o cenário que Laurent Bonadei e a sua equipa querem banir das suas mentes. Se a França perder em Grenoble, a Irlanda chegará aos 12 pontos e terminará no topo do grupo. As Bleues ficariam em segundo lugar e seriam obrigados a disputar o "play-off", um percurso de duas rondas em outubro e novembro-dezembro de 2026, repleto de armadilhas. A primeira ronda do play-off será disputada em duas mãos: o segundo e o terceiro classificados da Liga A defrontarão o vencedor do grupo e o melhor segundo classificado da Liga C.
Um adversário que não deve ser subestimado
A Irlanda não veio a Grenoble para fazer número. O jogo entre irlandesas e neerlandesas revelou-se um turbilhão: depois de Carusa ter inaugurado o marcador, os Países Baixos empataram de grande penalidade, Larkin restabeleceu a vantagem irlandesa (2-1) e a Laranja Mecânica voltou a marcar por Pelova (2-2)... antes de um resultado final de 3-2 a favor da Irlanda. Uma equipa capaz de derrubar os Países Baixos não é um adversário qualquer. A França está avisada.
No Stade des Alpes, em Grenoble, as Bleues recebem as irlandesas num jogo que pode ser crucial para as francesas. A mensagem é clara: vencer e não deixar margem para dúvidas. As companheiras de equipa de Sandy Baltimore e Marie-Antoinette Katoto têm a oportunidade de validar o seu bilhete para o Brasil perante os seus próprios adeptos, sem depender de qualquer outro resultado. Cabe a elas aproveitarem o momento.
